Servidores, usuários e dirigentes sindicais manifestam contra o sucateamento e possível fechamento do Hospital da Polícia Civil.

Servidores, usuários e dirigentes sindicais manifestam contra o sucateamento e possível fechamento do Hospital da Polícia Civil

Nesta quarta-feira (31), antes do feriado prolongado, dezenas de servidores contratados, cujos contratos não foram prorrogados, juntamente com usuários do HPC, se fizeram presentes ao meio dia na porta daquele estabelecimento de saúde e realizaram um ato silencioso de protesto contra o estado de abandono e sucateamento que o Hospital da Polícia Civil vem atravessando. O presidente do SINDPOL/MG, Denílson Martins, e demais diretores se fizeram presentes neste ato.Os usuários também afixaram faixas de protesto e reivindicação cobrando por providencias das autoridades.

Como já foi dito pela direção do SINDPOL/MG, a atual conjuntura do HPC e do Departamento de Perícias Médicas não é nova, e sua origem não esta nesta Administração. Ao longo do tempo, por ausência de investimento e falta de cuidado e atenção das autoridades, este importante serviço da saúde destinado aos servidores da Polícia Civil, desde os idos da extinta Guarda Civil, vem sendo minguado e contingenciado gradativamente, obrigando aos usuários a buscarem o IPSEMG, Rede Privada (aqueles que podem e tem plano de saúde), ou ainda o SUS, não obstante o fato de este processo de degradação ser antigo, não exclui a responsabilidade das autoridades de hoje a investirem nesta instituição e resgatarem o seu pleno funcionamento. A direção do SINDPOL/MG em novembro do ano passado (exato um ano), realizou inspeção sindical apontando diversas irregularidades e pontos vulneráveis no funcionamento do HPC. Se as providencias necessárias tivessem sido tomadas de lá para cá, como: realização de concursos públicos, renovação de contratos, compra de equipamentos e aparelhamento de meios especiais, com certeza a prestação do serviço de saúde aos policiais e seus familiares não estaria correndo o risco de ser suspensa ou precarizada. É importante ressaltar que, ainda em 2004, sob a gestão do então Chefe Dr. Otto Teixeira Filho, a direção do SINDPOL/MG reivindicou melhoras no atendimento daquele órgão, sendo implantado naquela ocasião o atendimento noturno e ampliação do quadro de profissionais, porém aquele processo não evoluiu no atendimento as demandas dos servidores e seus familiares.

A direção do SINDPOL/MG continuará cobrando de forma permanente por esta melhora, por entender que, mais que um direito dos operadores da Polícia Civil, trata-se de um dever do Estado para com os mesmos, pois em todo o lugar do mundo a saúde dos operadores de segurança pública é tratada com prioridade e aqui, em Minas Gerais, não pode ser diferente.

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