Em participação no Band Cidade, Wemerson Oliveira alertou para a falta de efetivo, defasagem tecnológica e impactos da precarização da investigação criminal na segurança da população mineira.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), Wemerson Oliveira, participou do programa Band Cidade, da Band Minas, apresentado por Marcos Maracanã, e fez um alerta sobre a atual realidade enfrentada pelos investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais.
Durante a entrevista, Wemerson destacou a importância estratégica do investigador na engrenagem da segurança pública. Segundo ele, a função exige preparo técnico, responsabilidade e atuação direta em etapas fundamentais da investigação criminal, como coleta de provas, oitivas de testemunhas, análise de dados, diligências e levantamentos que contribuem para o esclarecimento de crimes e para a efetivação da justiça.
Apesar da relevância do trabalho desempenhado pela categoria, o presidente do Sindpol-MG afirmou que os investigadores convivem com um cenário de sobrecarga, falta de efetivo e acúmulo de funções. De acordo com Wemerson, a redução dos quadros e a ausência de reposição adequada de profissionais comprometem a rotina das unidades policiais e prejudicam a qualidade das investigações.
Outro ponto destacado na entrevista foi a insuficiência de estrutura e tecnologia. Para o dirigente sindical, os recursos atualmente disponíveis não acompanham a evolução da criminalidade, especialmente diante do avanço do crime organizado e do uso cada vez mais sofisticado de ferramentas tecnológicas por grupos criminosos.
Wemerson Oliveira também criticou a falta de prioridade do Governo de Minas Gerais em relação à Polícia Civil. O presidente do Sindpol-MG mencionou diretamente o governador Mateus Simões e afirmou que a segurança pública exige investimentos concretos, valorização dos servidores e condições reais de trabalho para que a investigação criminal possa cumprir seu papel com eficiência.
Na avaliação do sindicato, a precarização da Polícia Civil não afeta apenas os servidores, mas toda a sociedade. A falta de estrutura, de tecnologia e de efetivo enfraquece a capacidade investigativa do Estado, amplia a sensação de impunidade e compromete a segurança da população mineira.
A participação no programa reforça o posicionamento do Sindpol-MG em defesa da valorização dos investigadores e da necessidade urgente de investimentos estruturais na Polícia Civil. Para o sindicato, fortalecer a investigação criminal é uma medida essencial para combater a criminalidade, garantir justiça e proteger a sociedade.
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