O presidente do Sindpol-MG, Wemerson Oliveira, alerta para uma realidade grave na Polícia Civil de Minas Gerais: a falta de efetivo tem imposto uma rotina de sobrecarga aos investigadores, gerando desgaste extremo, adoecimento psicológico e comprometendo diretamente a qualidade do trabalho policial.
Ao longo dos anos, a redução do número de profissionais em atividade aumentou o acúmulo de funções e ampliou a pressão sobre quem permanece na linha de frente. O resultado é uma categoria exausta, submetida a demandas crescentes, estrutura insuficiente e condições de trabalho cada vez mais precárias.
Enquanto o crime se moderniza, se organiza e amplia sua capacidade de atuação, os investigadores seguem enfrentando limitações operacionais, falta de reconhecimento institucional e remuneração defasada. Esse cenário não atinge apenas os profissionais da segurança pública, mas afeta também a resposta do Estado no enfrentamento à criminalidade.
Por trás de cada investigação, há um policial civil que trabalha sob pressão permanente para garantir justiça, verdade e proteção à sociedade. Quando esse profissional adoece, toda a estrutura investigativa enfraquece.
Diante desse quadro, o Sindpol-MG reafirma sua atuação na defesa da categoria e cobra medidas urgentes para a valorização dos investigadores, a recomposição do efetivo, a melhoria das condições de trabalho e a garantia de suporte à saúde física e mental dos policiais civis.
Para a entidade, fortalecer o investigador é fortalecer a própria Polícia Civil. Não há investigação eficiente, combate à impunidade ou segurança de qualidade sem profissionais valorizados, respeitados e em condições dignas de exercer sua função.
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