Audiência Pública discute falta de repasses do Estado ao Ipsemg e IPSM

29 de junho de 2018

O Sindpol/MG fez parte da mesa de discussão da Audiência Pública da Comissão de Segurança Pública, na última quinta-feira (28/06), na ALMG, onde abordaram os prejuízos e a falta de repasses do Governo do Estado ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM) e ao Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

Participaram da Audiência Pública policiais militares e civis, servidores civis do Estado e entidades de classe. Os deputados presentes reclamaram do descaso do Governo com os servidores, principalmente no cuidado à saúde e previdência.

De acordo com a presidente do SISIPSEMG, Maria Abadia de Souza, a situação do Ipsemg é caótico, principalmente com o atraso no pagamento dos prestadores de serviço. “O atraso no repasse prejudica o funcionamento do Ipsemg, temos uma ala inteira fechada por falta de servidores e investimentos. Pagamos contribuição e coparticipação, esse dinheiro deveria ser investido no Instituto”, afirmou Abadia. A presidente do SISIPSEMG mencionou ainda que o Ipsemg contava com 6 mil servidores e, hoje, contam com pouco mais de 2 mil. “A falta de concurso público também é prejudicial ao Instituto”, disse Abadia.

O assessor de assuntos dos aposentados do Sindpol/MG e investigador de polícia aposentado, Vinícius Magno Faedda, disse que o que têm acontecido com o Ipsemg é vergonhoso. “Você chega no Ipsemg aguarda 7 horas na fila de desistência, para após esse tempo pegar uma senha para esperar mais um tempo por atendimento. Na maioria das vezes você fica horas nessa fila e não há desistência”, explicou Faedda. Para Vinícius o Estado tem falhado com os servidores públicos, já que há o desconto do Ipsemg, de sua coparticipação na folha de pagamento. O sindicalista também citou o caso dos empréstimos consignados, o mesmo também é descontado na folha de pagamento do servidor, o Governo retém esse dinheiro e não repassa aos bancos. As Instituições financeiras estão colocando o nome dos servidores no SPC/Serasa. “Um abuso e absurdo o que esse desgoverno tem feito com os servidores públicos de Minas Gerais”, finalizou Faedda.

O deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT-MG) ressaltou que a dívida com o IPSM é um desrespeito, ainda mais tendo em vista que o Sistema Único de Saúde (SUS), para onde é direcionada grande parte dos militares, passaria por problemas semelhantes.

Os convidados presentes criticaram a ausência dos secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, e de Fazenda, José Afonso Bicalho, além do diretor-geral do IPSM, coronel Vinícius Santos, que foram convocados pela comissão. (Com ALMG)

Estiveram presentes, na Audiência Pública, representando o Sindpol/MG, o diretor administrativo, José Maria de Paula “Cachimbinho”; o diretor jurídico, Geraldo Chaves; o diretor de assuntos do interior, Mário do Santos; o diretor de mobilização e formação sindical, Wellington Kalil; o assessor da presidência, Adilson Bispo e o assessor dos assuntos dos aposentados, Vinícius Magno Faedda.

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