Arrecadação do governo de MG encerra o ano com alta de 28,6%

1 de fevereiro de 2022
Foto: Gil Leonardi/Secom MG

No último ano, o montante de recursos apurado alcançou R$ 82,2 bilhões, com maior participação vinda do ICMS.

A arrecadação de impostos em Minas Gerais alcançou R$ 82,2 bilhões em 2021. O montante ficou 28,6% superior se comparado com 2020, quando o valor ficou em R$ 63,9 bilhões. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), somente em dezembro, o recolhimento de impostos atingiu R$ 7,19 bilhões, valor 19,4% maior que em igual mês de 2020.

Os números também mostram que somente a receita tributária foi responsável por um recurso de R$ 77,1 bilhões em 2021, aumento de 26,6% frente a 2020, quando o montante atingiu R$ 60,9 bilhões. A receita tributária em dezembro alcançou R$ 6,6 bilhões e ficou maior em 15,9% se confrontada com igual mês de 2020 e 1,71% superior na comparação com novembro.

O presidente do Sindpol/MG, José Maria de Paula “Cachimbinho”, comenta a contradição das falas do Governador Romeu Zema que diz que o Estado está “sem saída” em sua campanha para promover o famigerado Plano de Recuperação Fiscal. “Temos aí mais uma prova das mentiras do governador Zema. Não precisamos de medidas populistas que vão congelar nossos salários por 9 anos. Esse regime é uma ameaça a todos os servidores públicos.”

Para o assessor do Sindpol/MG, Wemerson Oliveira, os fatos acabam mostrando a verdade por trás das articulações políticas do governador Romeu Zema. “A trapaça de Zema está caindo por terra. Fica claro o seu desprezo pelo funcionalismo público e pelo povo mineiro, que pagará a conta da falta de prestação dos serviços públicos. Recentemente, Zema afirmou em vídeo, nas suas redes sociais, que só dará a recomposição salarial aos servidores, depois que o Estado aderir ao RRF, isso é um absurdo! Está tentando nos enganar a todos nós e à sociedade, com o discurso de pagamento da revisão geral anual de 10% para que nós, servidores civis, tenhamos uma defasagem de aproximadamente 80% em nossos salários nos próximos 9 anos. Não podemos nos iludir e nem deixar que ele engane a população!”, afirmou.

Fonte: Diário do Comércio, com alterações

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