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Três Investigadores para uma região de cerca de 40 mil pessoas: SINDPOL-MG cobra reforço à delegacia do Serro

Três Investigadores para uma região de cerca de 40 mil pessoas: SINDPOL-MG cobra reforço à delegacia do Serro

Visita técnica apontou viatura inadequada, falta de rádio de comunicação, longos deslocamentos e ausência de espaço apropriado para atender mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência

A Delegacia de Polícia Civil do Serro atende uma região de aproximadamente 40 mil pessoas com apenas três Investigadores de Polícia, segundo as informações levantadas pelo SINDPOL-MG em visita técnica à unidade. O trabalho alcança o Serro, Alvorada de Minas, Serra Azul de Minas e Santo Antônio do Itambé, além de distritos e comunidades como Milho Verde, Três Barras, São Gonçalo do Rio das Pedras e Itapanhoacanga. A abrangência dos quatro municípios consta em publicação da Polícia Civil de Minas Gerais.

A equipe precisa apurar crimes, cumprir diligências e atender moradores espalhados por uma extensa área. Durante a visita, o sindicato encontrou problemas que tornam essa tarefa ainda mais difícil: há locais aos quais a viatura disponível não consegue chegar, os policiais não dispõem de rádio de comunicação e parte do efetivo é deslocada para conduções a outras cidades.

Com três Investigadores, cada saída prolongada reduz de forma significativa a equipe disponível para investigar e atender novas ocorrências.

Sem veículo adequado, há lugares a que a investigação não chega

Segundo os relatos colhidos pelo SINDPOL-MG, a viatura da delegacia não atende às características de todos os trajetos da região. As condições de algumas vias dificultam ou impedem o acesso do veículo a localidades sob responsabilidade da unidade.

A falta de rádio de comunicação amplia a preocupação. Em diligências e deslocamentos por áreas distantes, a equipe precisa de meios confiáveis para se comunicar e pedir apoio. O sindicato cobra do Estado uma viatura compatível com as estradas da região e equipamentos de comunicação para os policiais.

Conduções e plantões exigem deslocamentos

Mesmo com o efetivo reduzido, Investigadores precisam realizar deslocamentos relacionados à condução de pessoas sob custódia. Conforme informado durante a visita, mulheres são encaminhadas a Diamantina. Nos casos envolvendo adolescentes apreendidos, os destinos podem incluir Belo Horizonte e Sete Lagoas, a depender da vaga disponível.

Os plantões de referência também ficam em Diamantina e Conceição do Mato Dentro. Essas distâncias devem entrar no planejamento do serviço: uma viagem pode ocupar horas da jornada de profissionais que fazem falta nas diligências, na continuidade dos inquéritos e no atendimento à população.

O SINDPOL-MG cobra uma revisão da logística dessas conduções e reforço do efetivo. Investigador precisa ter tempo e condições para investigar.

Falta de pessoal afeta serviços e atendimento às vítimas

A visita apontou ainda a suspensão, por falta de servidor, do atendimento de identidade na delegacia. O Governo de Minas anunciou, em junho de 2026, a inauguração de um posto de identificação no município. Diante disso, o sindicato cobra informações atualizadas e claras à população sobre onde o serviço está disponível, além de uma solução para a falta de pessoal relatada na unidade.

Outra preocupação é a ausência de um espaço apropriado para receber mulheres vítimas de violência, inclusive em casos relacionados à Lei Maria da Penha, e crianças e adolescentes vítimas. Essas pessoas precisam ser atendidas com privacidade e acolhimento. A estrutura da delegacia deve permitir que contem o que ocorreu sem exposição desnecessária em um momento de vulnerabilidade.

Segundo as informações recebidas pelo SINDPOL-MG, três servidores municipais também atuam na unidade. O apoio da Prefeitura ajuda na rotina da delegacia. Ao Estado cabe garantir efetivo policial, equipamentos e instalações compatíveis com as responsabilidades da Polícia Civil na região.

O sindicato cobrará do Governo de Minas e da direção da PCMG reforço da equipe de Investigadores, viatura adequada, rádios de comunicação, organização dos deslocamentos e espaço reservado para atendimento às vítimas. Também acompanhará a situação do serviço de identidade para que os moradores recebam orientação correta sobre o atendimento.

A população do Serro e dos municípios vizinhos precisa de uma Polícia Civil capaz de chegar às comunidades, acolher as vítimas e dar continuidade às investigações. Com apenas três Investigadores e as limitações encontradas na visita, garantir essas condições exige providências do Estado.

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