Taxistas prometem parar o trânsito para cobrar mais segurança.

Taxistas prometem parar o trânsito para cobrar mais segurança.
 
Centenas de taxistas devem realizar uma manifestação na noite desta sexta-feira (7) e prometem parar o trânsito na região Central de Blo Horizonte. A categoria reivindica mais segurança e denuncia o aumento de crimes praticados contra motoristas de táxi na capital. Segundo dados do Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte / Condutores Autônomos (Sincavir), diariamente são registrados cinco assaltos contra os profissionais em BH.
 
Nesta quinta-feira (5), aproximadamente 120 taxistas se reuniram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para cobrar mais segurança das autoridades. De acordo com Flávio Simões, um dos organizadores do movimento, os profissionais teriam marcado com um representante do comando da Polícia Militar (PM), mas ninguém teria comparecido.
 
Ainda conforme o taxista, só entre essa quarta e quinta-feira dois motoristas foram vítimas de assaltos. Por isso, os profissionais estão reivindicando um reforço do policiamento nas ruas e também a realização de blitze específicas para taxistas. Dessa forma, a categoria acredita que haverá uma redução nos casos de crimes praticados contra eles. 
 
Na manifestação prevista para a noite desta sexta-feira, os taxistas devem se concentrar na Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, e seguirem em direção o Centro da cidade. O protesto está marcado para ter início às 19 horas e a expetativa do organizador do evento é de que a participação dos motoristas sejam bem expressiva.
 
 
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Taxistas cobram policiamento ostensivo para coibir assaltos

Categoria reclama que é alvo fácil de assaltantes e reivindica presença da polícia nas ruas da Capital.

A necessidade de presença ostensiva da polícia nas ruas, com abordagens preventivas aos táxis, foi um dos apelos reiterados durante a audiência pública realizada pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta terça-feira (4/6/13). A atividade reuniu autoridades e representantes dos taxistas para debater a segurança dos motoristas e usuários dos táxis em Belo Horizonte. Segundo os relatos, atualmente a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registra cinco assaltos diários, com pelo menos uma morte de taxista por ano entre 2008 e 2013, sendo o último em janeiro deste ano.

 
Taxistas reclamam de assaltos constantes

Para o autor do requerimento da audiência e vice-presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PDT), a ação intensiva das Polícias Civil e Militar é essencial, e as abordagens devem ser intensificadas antes de as ocorrências se concretizarem. Ele lembrou uma operação da PM na década de 1990, batizada de “Para Pedro”, voltada exclusivamente à segurança de taxistas e passageiros. Ele ressaltou que a frequência desse tipo de ação é muito importante, e os taxistas têm sentido falta de tais procedimentos policiais. Atualmente haveria uma ação similar, remodelada e renomeada como Operação São Cristóvão, mas com frequência insuficiente, segundo o deputado.

Os dirigentes das entidades de classe que representam os taxistas também cobraram medidas para reduzir o papel moeda em circulação nos táxis. Eles apresentaram proposta para facilitar a aquisição e, sobretudo, a manutenção de máquinas de cartão de cartão de crédito, o que pode reduzir o uso de dinheiro vivo nos táxis. Eles reclamaram que são alvos de furtos visando ao consumo de drogas, uma vez que são uma fonte de “saque rápido”.

O aumento de ações delinquentes envolvendo motocicletas também foi registrado. Para conter esse tipo de crime, houve sugestões de parcerias para aquisição de filmadoras, GPS e equipamentos similares, de preferência interligadas ao sistema da polícia. Houve também proposta para que se crie uma forma de, por meio de sinalização colorida, avisar que o taxista passa por situação de risco (um botão cujo sinal emita cor na placa do teto, por exemplo).

O representante da Associação dos Taxistas do Brasil (Abrataxi), Eduardo Caldeira, inclusive ressaltou a parceria da entidade com uma empresa de tecnologia, para instalar nos táxis uma espécie de central de informação, com um amplo sistema integrado de monitoramento, que poderia ser diretamente conectado à polícia. Também foram destacadas as dificuldades encontradas no registro de ocorrências de furtos e roubos. Não raro, muitos taxistas perdem horas de trabalho para fazer o boletim de ocorrência e muitos desistem de fazê-lo.

Autoridades apresentam orientações

A Direção do SINDPOL/MG participou de importante reunião na ALMG onde o Presidente Denílson Martins, pode pontuar aos presentes a gravidade da falta de segurança vivida hoje por toda população, que se vê ameaçada constantemente por ações de criminosos audaciosos que agem com violência não somente para com os taxistas, mas com todos os cidadãos, uma vez que, a violência não se concentra em uma só região. O representante da BHTrans, Reinaldo Avelar Drumond, salientou a importância das vistorias e cuidados relacionados aos documentos dos condutores, que seriam garantias à segurança de taxistas e usuários. Ele falou ainda do Fórum Permanente dos Taxistas, com participação da BHTrans, que seria essencial na tomada de importantes decisões para a categoria. Nesse sentido, lembrou uma reunião que será realizada pelo fórum ainda nesta semana, e para a qual ele pretende levar as sugestões propostas na audiência.

Reinaldo Avelar também ressaltou novidades em implantação visando à tranquilidade e à segurança de taxistas e usuários, como o mídia-táxi (cuja verba é direcionada para segurança e monitoramento); o novo sistema de biometria (que dá garantias quanto ao condutor); e o eletrovisor inteligente (placa no teto dos carros que muda de cor de acordo com a condição de ocupação do veículo). Ele ainda destacou parcerias em prol de inovações tecnológicas e estudos para a eventual instalação de câmeras.

Os representantes das Polícias Civil e Militar, delegado Marcelo Carvalho Ferreira e tenente-coronel Eduardo Lucas de Almeida, respectivamente, ressaltaram a importância do registro das ocorrências. Eles insistiram que as entidades devem incentivar os taxistas a sempre registrar delitos que sofram ou testemunhem. Eles alertaram que as polícias trabalham essencialmente com informações, e são os boletins que dão subsídios para investigações. Ambos disseram que a ausência da notificação às autoridades favorece o crime, e as vítimas são os próprios taxistas e usuários.

Além de Sargento Rodrigues, o presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), e os deputados Cabo Júlio (PMDB), Leonardo Moreira (PSDB) e Lafayette de Andrada (PSDB) reiteraram a necessidade de se ampliar o policiamento ostensivo. João leite sugeriu que a BHTrrans inclua representantes das corporações policiais no fórum permanente de debate dos taxistas, e ainda que se empenhe em retirar o papel moeda de circulação dos táxis, a fim de diminuir o risco de assaltos. Ele propôs também que as corporações estudem formas de facilitar o registro das ocorrências policiais. Cabo Júlio e Leonardo Moreira também reforçaram a importância do registro das ocorrências e insistiram na necessidade de abordagem preventiva da polícia.

Como desdobramento da reunião, foram aprovados três requerimentos assinados pelos deputados Sargento Rodrigues, João Leite, Cabo Júlio e Leonardo Moreira. Eles pedem visita da comissão ao chefe do Estado Maior da PMMG para entregar as notas taquigráficas da audiência e discutir sugestões para dar maior segurança aos taxistas. Além disso, solicitam à BHTrans que as Polícias Civil e Militar sejam incluídas no Fórum Permanente dos Taxistas. O último requerimento é para o encaminhamento de ofício ao comandante do 49º Batalhão da PMMG, pedindo informações sobre as operações de abordagem preventiva “Para Pedro” na região de Venda Nova.

Audiências no interior – A comissão aprovou ainda a realização de audiência pública em Monte Alegre de Minas (Triângulo Mineiro). Requerida pelo deputado Sargento Rodrigues, a audiência atende a apelo do vereador e policial de Monte Alegre, Paulo Henrique de Assunção França, que fez um relato de graves situações envolvendo o tráfico de drogas e o baixo número de policiais disponíveis na região. O outro requerimento, de autoria do deputado Hely Tarquínio (PV), é de audiência para debater roubos de caminhões, extorsão e cárcere privado de motoristas na região de Patos Minas (Alto Paranaíba).

Fonte: Hoje em Dia
Fonte: ALMG
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