O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) realizou uma série de visitas a delegacias no interior do estado e encontrou uma realidade alarmante: falta de efetivo, condições precárias de trabalho e estruturas mantidas pelas prefeituras. As inspeções ocorreram nos municípios de Monte Carmelo, Patos de Minas, Patrocínio, Araçuaí, Salinas, Itinga, Coronel Murta e Virgem da Lapa.
Segundo o presidente do Sindpol/MG, Wemerson Oliveira, a situação em algumas unidades é crítica. A Delegacia Regional de Patos de Minas, por exemplo, conta com menos de 45 investigadores, número muito inferior ao necessário para atender a demanda da região.
Além disso, em diversas localidades, estagiários e servidores cedidos pelas prefeituras estão sendo obrigados a assumir tarefas que deveriam ser realizadas exclusivamente por policiais civis. Viaturas quebradas, falta até de água potável, e policiais fazendo escoltas sozinhos também foram denunciados.
“Estamos diante de um colapso operacional. É inadmissível que policiais civis sejam expostos a esse nível de abandono. Falta estrutura, falta efetivo e falta respeito do Governo de Minas”, denunciou Wemerson. Para o presidente do Sindpol, essa precarização compromete a segurança da população e expõe os servidores a riscos inaceitáveis.
O Sindpol reforça que a falta de efetivo é fruto da omissão do Governo Estadual, que há anos não realiza concursos públicos suficientes e não implementa políticas de valorização da categoria. O resultado é o aumento da criminalidade, a sobrecarga dos poucos policiais em atividade e o completo sucateamento das forças investigativas do estado.
Diante desse cenário, o Sindicato cobra a nomeação imediata de novos policiais civis e ações concretas do governo para garantir condições dignas de trabalho em todas as unidades. O Sindpol seguirá presente em cada canto de Minas, fiscalizando, denunciando e exigindo respeito à Polícia Civil e à população mineira.
O presidente do SINDPOL/MG, Wemerson de Oliveira, concede entrevista à Globo Minas nesta sexta-feira (16) para denunciar as condições precárias do novo pátio de apoio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET), localizado na Cidade Administrativa, e cobrar explicações do Governo Zema.
A entrevista tem como objetivo mostrar à sociedade o cenário de completo abandono e improviso no qual se encontra o pátio. O local não possui banheiro, cobertura, sinalização adequada, nem estrutura técnica mínima, como fosso ou elevador, que permita aos investigadores inspecionar os veículos com segurança. A ausência dessas condições básicas compromete não apenas o trabalho dos policiais civis, mas também o atendimento prestado ao cidadão.
O sindicato reafirma seu compromisso em continuar cobrando explicações do Governo de Minas e dos órgãos responsáveis pela escolha do local. Além disso, alerta que a precariedade da estrutura coloca em risco a saúde e a integridade dos servidores e da população.
Minas Gerais registrou um aumento no número de homicídios pelo terceiro ano consecutivo, passando de 2.699 casos em 2022 para 2.795 em 2023, de acordo com o Atlas da Violência, produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Diferentemente de outras regiões do Brasil, onde os homicídios diminuíram 1,4% no mesmo período, o estado segue na contramão da tendência nacional. Especialistas apontam as disputas entre organizações criminosas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro como os principais fatores para essa alta.
Minas vai na contramão do país e vê o número de homicídios disparar pelo terceiro ano seguido. Os dados apresentados pelo Atlas da Violência revelam que a política de segurança pública adotada pelo governo Zema tem se mostrado ineficiente, colocando em risco a vida dos cidadãos mineiros. O governo tem promovido o sucateamento da segurança pública, com cortes de investimentos, deixando os policiais atuando em condições precárias, sem valorização salarial ou de carreira. Como consequência, criminosos se sentem à vontade para agir em todo o estado, fazendo a população refém e contribuindo para o aumento expressivo no número de mortes.
Atualmente, o estado enfrenta o pior momento em sua segurança pública sob a gestão do governador Romeu Zema. Facções criminosas de outros estados estão se instalando e aterrorizando comunidades em diversas regiões de Minas Gerais. Com uma defasagem salarial de 44% e estruturas e equipamentos em situação precária, torna-se difícil para os policiais civis atuarem com eficácia no combate a esses grupos criminosos.
O Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais) manifesta profunda preocupação com o crescimento da criminalidade e a chegada de facções ao estado. A entidade continuará cobrando do governo a valorização dos policiais civis e a reformulação da política de segurança pública, para que a categoria possa combater o crime com mais eficiência e segurança.
Nesta terça-feira (6), o Sindpol recebeu novos equipamentos de informática adquiridos pela atual gestão com o objetivo de oferecer mais agilidade, conforto e eficiência no atendimento aos filiados. Entre os itens recebidos estão mais de 10 computadores e notebooks, nobreaks, baterias, headsets, webcams, teclados e mouses, todos voltados para otimizar o trabalho dos colaboradores e proporcionar um atendimento de maior qualidade.
Esse investimento foi pensado especialmente para você, filiado e policial civil. A atual gestão do Sindpol é comprometida com o fortalecimento do sindicato e com a construção de um futuro melhor para a categoria, buscando sempre melhorias que garantam nossos direitos.
Policial Civil, filie-se ao Sindpol e faça parte da transformação da nossa categoria. Somente com união e participação conseguiremos alcançar nossos objetivos.