O presidente do SINDPOL/MG, Wemerson de Oliveira, concede entrevista à Globo Minas nesta sexta-feira (16) para denunciar as condições precárias do novo pátio de apoio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET), localizado na Cidade Administrativa, e cobrar explicações do Governo Zema.
A entrevista tem como objetivo mostrar à sociedade o cenário de completo abandono e improviso no qual se encontra o pátio. O local não possui banheiro, cobertura, sinalização adequada, nem estrutura técnica mínima, como fosso ou elevador, que permita aos investigadores inspecionar os veículos com segurança. A ausência dessas condições básicas compromete não apenas o trabalho dos policiais civis, mas também o atendimento prestado ao cidadão.
O sindicato reafirma seu compromisso em continuar cobrando explicações do Governo de Minas e dos órgãos responsáveis pela escolha do local. Além disso, alerta que a precariedade da estrutura coloca em risco a saúde e a integridade dos servidores e da população.
Minas Gerais registrou um aumento no número de homicídios pelo terceiro ano consecutivo, passando de 2.699 casos em 2022 para 2.795 em 2023, de acordo com o Atlas da Violência, produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Diferentemente de outras regiões do Brasil, onde os homicídios diminuíram 1,4% no mesmo período, o estado segue na contramão da tendência nacional. Especialistas apontam as disputas entre organizações criminosas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro como os principais fatores para essa alta.
Minas vai na contramão do país e vê o número de homicídios disparar pelo terceiro ano seguido. Os dados apresentados pelo Atlas da Violência revelam que a política de segurança pública adotada pelo governo Zema tem se mostrado ineficiente, colocando em risco a vida dos cidadãos mineiros. O governo tem promovido o sucateamento da segurança pública, com cortes de investimentos, deixando os policiais atuando em condições precárias, sem valorização salarial ou de carreira. Como consequência, criminosos se sentem à vontade para agir em todo o estado, fazendo a população refém e contribuindo para o aumento expressivo no número de mortes.
Atualmente, o estado enfrenta o pior momento em sua segurança pública sob a gestão do governador Romeu Zema. Facções criminosas de outros estados estão se instalando e aterrorizando comunidades em diversas regiões de Minas Gerais. Com uma defasagem salarial de 44% e estruturas e equipamentos em situação precária, torna-se difícil para os policiais civis atuarem com eficácia no combate a esses grupos criminosos.
O Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais) manifesta profunda preocupação com o crescimento da criminalidade e a chegada de facções ao estado. A entidade continuará cobrando do governo a valorização dos policiais civis e a reformulação da política de segurança pública, para que a categoria possa combater o crime com mais eficiência e segurança.
O Sindpol/MG participou, nesta sexta-feira (9), da manifestação unificada dos servidores públicos estaduais, convocada pela Frente Mineira. O ato teve como pautas principais a recomposição das perdas inflacionárias, melhores condições de trabalho e a valorização das categorias do serviço público.
Representando o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil, estiveram presentes os diretores Leonardo Dantas, Mateus Oliveira e Vânia Corrêa. Em seu discurso, Vânia destacou a importância do respeito e da valorização dos servidores, cobrou o cumprimento da promessa de campanha do governador Romeu Zema de pagar as perdas inflacionárias e reforçou a necessidade de união entre todas as categorias do funcionalismo público.
“Precisamos entender a força que temos. Zema só fará conosco aquilo que permitirmos. No momento em que reconhecermos o nosso valor e a nossa força, nenhum governo seja Zema ou qualquer outro poderá nos destruir.”
Por: Samuel Fernandes, assessor do Sindpol/MG