Minas Gerais registrou um aumento no número de homicídios pelo terceiro ano consecutivo, passando de 2.699 casos em 2022 para 2.795 em 2023, de acordo com o Atlas da Violência, produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Diferentemente de outras regiões do Brasil, onde os homicídios diminuíram 1,4% no mesmo período, o estado segue na contramão da tendência nacional. Especialistas apontam as disputas entre organizações criminosas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro como os principais fatores para essa alta.
Minas vai na contramão do país e vê o número de homicídios disparar pelo terceiro ano seguido. Os dados apresentados pelo Atlas da Violência revelam que a política de segurança pública adotada pelo governo Zema tem se mostrado ineficiente, colocando em risco a vida dos cidadãos mineiros. O governo tem promovido o sucateamento da segurança pública, com cortes de investimentos, deixando os policiais atuando em condições precárias, sem valorização salarial ou de carreira. Como consequência, criminosos se sentem à vontade para agir em todo o estado, fazendo a população refém e contribuindo para o aumento expressivo no número de mortes.
Atualmente, o estado enfrenta o pior momento em sua segurança pública sob a gestão do governador Romeu Zema. Facções criminosas de outros estados estão se instalando e aterrorizando comunidades em diversas regiões de Minas Gerais. Com uma defasagem salarial de 44% e estruturas e equipamentos em situação precária, torna-se difícil para os policiais civis atuarem com eficácia no combate a esses grupos criminosos.
O Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais) manifesta profunda preocupação com o crescimento da criminalidade e a chegada de facções ao estado. A entidade continuará cobrando do governo a valorização dos policiais civis e a reformulação da política de segurança pública, para que a categoria possa combater o crime com mais eficiência e segurança.
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) participou, nesta terça-feira (13), de audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro teve como pauta os problemas enfrentados por servidores e usuários da Divisão de Registro de Veículos (DRV), após a transferência do atendimento da unidade da Gameleira para a Cidade Administrativa.
Representaram o sindicato os diretores Vânia Corrêa e Leonardo Dantas. Durante a audiência, foram ouvidos o chefe de Trânsito, Lucas Vilas Boas Pacheco; a superintendente de Planejamento, Gestão e Finanças, Andréa Mendes de Souza Abood; e o assessor executivo Felipe Moraes Forjaz de Lacerda.
Os representantes do governo responderam a questionamentos do deputado Sargento Rodrigues, que cobrou explicações sobre os critérios adotados para a escolha do novo local e se houve uma avaliação técnica prévia das condições estruturais da unidade. As respostas foram consideradas insatisfatórias, e ficou evidente que o novo sistema de vistoria implementado ainda apresenta falhas e demanda aprimoramentos urgentes.
Conforme constatado pelo Sindpol/MG, o pátio de vistoria instalado ao lado do prédio Alterosa é insalubre e não possui a estrutura mínima necessária para a realização das atividades. A situação compromete a segurança e a saúde de servidores e da população.
O sindicato cobra providências imediatas do Governo de Minas e reforça que a mudança, feita sem planejamento adequado, representa mais um episódio de descaso com os policiais civis.