Nesta quinta-feira (05/06), o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG), Wemerson Oliveira, visitou a Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. A visita teve como objetivo fiscalizar as condições estruturais da unidade, que enfrenta sérios problemas de abandono e falta de manutenção.
A situação no local é preocupante. O mato alto em torno da delegacia compromete não apenas a imagem da instituição, como também representa risco à saúde e à segurança dos servidores e da população.
Além disso, a delegacia ainda convive com as consequências de um incêndio recente, que atingiu veículos apreendidos depositados no pátio. Felizmente, ninguém se feriu e os veículos já eram considerados sucatas, porém o material estava ali há décadas e já deveria ter sido removido, o que demonstra a negligência com o descarte e a destinação correta de bens inservíveis.
Durante a fiscalização, o Sindpol também identificou grande quantidade de entulho espalhado pela unidade e a ausência de uma política de capina e limpeza regular. Para o presidente Wemerson, a situação é inaceitável, sobretudo por se tratar de uma delegacia de grande importância para Belo Horizonte e por estar localizada em uma das principais vias de acesso à capital.
“Estamos falando de uma delegacia estratégica, praticamente na porta de entrada da cidade. O que encontramos aqui foi abandono. E pode ser inclusive usado como esconderijo de criminosos, já que os muros são baixos. A Polícia Civil de Minas Gerais merece respeito, estrutura e dignidade. Não podemos permitir que servidores trabalhem nessas condições”, afirmou Wemerson.
O Sindpol/MG cobra do Governo do Estado providências urgentes para limpeza, remoção de entulho e elaboração de um projeto de reestruturação do espaço, com manutenção periódica, valorizando o trabalho dos policiais civis e a imagem institucional da segurança pública mineira. A visita faz parte de uma série de fiscalizações realizadas pelo sindicato com o objetivo de denunciar os problemas enfrentados pela categoria e cobrar soluções efetivas do poder público.
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) realizou uma série de visitas a delegacias no interior do estado e encontrou uma realidade alarmante: falta de efetivo, condições precárias de trabalho e estruturas mantidas pelas prefeituras. As inspeções ocorreram nos municípios de Monte Carmelo, Patos de Minas, Patrocínio, Araçuaí, Salinas, Itinga, Coronel Murta e Virgem da Lapa.
Segundo o presidente do Sindpol/MG, Wemerson Oliveira, a situação em algumas unidades é crítica. A Delegacia Regional de Patos de Minas, por exemplo, conta com menos de 45 investigadores, número muito inferior ao necessário para atender a demanda da região.
Além disso, em diversas localidades, estagiários e servidores cedidos pelas prefeituras estão sendo obrigados a assumir tarefas que deveriam ser realizadas exclusivamente por policiais civis. Viaturas quebradas, falta até de água potável, e policiais fazendo escoltas sozinhos também foram denunciados.
“Estamos diante de um colapso operacional. É inadmissível que policiais civis sejam expostos a esse nível de abandono. Falta estrutura, falta efetivo e falta respeito do Governo de Minas”, denunciou Wemerson. Para o presidente do Sindpol, essa precarização compromete a segurança da população e expõe os servidores a riscos inaceitáveis.
O Sindpol reforça que a falta de efetivo é fruto da omissão do Governo Estadual, que há anos não realiza concursos públicos suficientes e não implementa políticas de valorização da categoria. O resultado é o aumento da criminalidade, a sobrecarga dos poucos policiais em atividade e o completo sucateamento das forças investigativas do estado.
Diante desse cenário, o Sindicato cobra a nomeação imediata de novos policiais civis e ações concretas do governo para garantir condições dignas de trabalho em todas as unidades. O Sindpol seguirá presente em cada canto de Minas, fiscalizando, denunciando e exigindo respeito à Polícia Civil e à população mineira.
Durante fiscalização realizada na última semana, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) encontrou um cenário alarmante na Unidade de Plantão da Polícia Civil em Patos de Minas. A visita foi conduzida pelo presidente do sindicato, Wemerson Oliveira, e pela diretora executiva de Assuntos da Mulher, Vânia Cristina, que constataram graves problemas estruturais, operacionais e de segurança no local.
A unidade, que funciona em um imóvel alugado pela prefeitura, opera com apenas dois investigadores. Além do número extremamente reduzido de efetivo, os profissionais trabalham em condições insalubres, com cômodos em mau estado de conservação e um forte cheiro desagradável espalhado por todo o prédio. Segundo relatos colhidos pelo sindicato, o imóvel apresenta sérios problemas de infraestrutura e não oferece as mínimas condições para o trabalho policial.
O problema se agrava ainda mais diante das demandas da unidade. Um dos investigadores é frequentemente designado para realizar escoltas de presos, percorrendo até 500 quilômetros sozinho — o que representa um risco extremo à sua segurança e à do próprio custodiado. Enquanto isso, o outro investigador precisa permanecer na delegacia para que o local não fique completamente desassistido. É importante destacar que a escolta de presos é atribuição da Polícia Penal, e não da Polícia Civil, o que torna ainda mais grave a sobrecarga e o desvio de função imposto aos policiais civis.
“É inaceitável que um policial tenha que sair para uma escolta solitária, viajando centenas de quilômetros, enquanto o colega fica sozinho em um imóvel precário, tentando manter o funcionamento da unidade. Estamos diante de um caso claro de negligência do Estado com seus servidores e com a segurança da população”, afirmou Wemerson Oliveira.
O Sindpol reforça que a situação em Patos de Minas não é isolada, mas retrata a realidade de muitas unidades da Polícia Civil no interior de Minas Gerais. O sindicato exige providências urgentes do Governo do Estado para garantir efetivo mínimo, condições de trabalho dignas e respeito aos servidores públicos que colocam suas vidas em risco diariamente para cumprir seu dever.
Segundo Wemerson, a Delegacia Regional não possuí nem 45 investigadores, número muito distante do ideal para poder dar conta do número de ocorrências da cidade e entorno. Além disso, em algumas localidades, servidores de prefeituras cedidos pelas administrações municipais estão fazendo trabalhos exclusivos de policiais civis.
“É inadmissível que os policiais civis de Minas Gerais tenham que trabalhar nessas condições. Estamos colocando nossas vidas em risco diariamente, sem o mínimo de suporte por parte do governo estadual. Estamos diante de um colapso operacional que exige medidas urgentes por parte do governo estadual”, afirmou Wemerson Oliveira.
O presidente do Sindpol ainda reforça que escoltas estão sendo feitas por policiais sozinhos. “Não somos heróis. somos trabalhadores, com direitos e dignos de respeito. O Sindpol continuará a fiscalizar as condições de trabalho dos policiais civis em todo o estado, denunciando a situação e cobrando melhorias pelo Governo de Minas”, pontuou.
O Sindpol/MG ressalta que a escassez de efetivo é um problema recorrente em diversas unidades da Polícia Civil no interior de Minas Gerais, resultado da falta de concursos públicos e da ausência de políticas eficazes de valorização dos servidores. Essa negligência compromete não apenas a integridade física e mental dos policiais, mas também a segurança da população mineira, resultando em alta criminalidade.
Diante desse cenário alarmante, o Sindicato exige providências imediatas por parte do Governo de Minas Gerais para a nomeação de novos policiais civis e a implementação de medidas que garantam condições dignas de trabalho. É fundamental que os servidores tenham suporte adequado para cumprir suas funções e assegurar a justiça e a paz social que a sociedade mineira merece.
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais, (Sindpol-MG) realizou nesta terça-feira (20), uma fiscalização em três delegacias na cidade de Patrocínio e o resultado foi preocupante. Falta de pessoal, precárias condições de trabalho e até uma delegacia rural que só existe no papel.
O presidente do Sindpol, Wemerson de Oliveira, e a diretora executiva de Assuntos da Mulher, Vânia Cristina da Cruz Corrêa, foram ver de perto o trabalho dos policiais na 2ª Delegacia Regional, na Delegacia de Plantão e também na Delegacia de Mulheres.
Na primeira visita, na Delegacia Regional, inclusive consta como sendo também uma delegacia de crimes rurais, mas ela só existe no papel e sem pessoal específico para atuar na área e elucidar crimes, como roubo de café e de maquinários agrícolas. O efetivo da unidade é de sete investigadores, quatro escrivães e dois delegados.
“Era necessário que tivessem pelo menos 40 investigadores aqui para dar contar, pelo menos, grande parte das investigações desse município. Não tem delegacia e não tem pessoal se quer para trabalhar no município. Isso está sobrecarregando os policiais, que estão ficando adoecidos pelo excesso de trabalho e está prejudicando o cidadão patrocinense”, afirmou Wemerson de Oliveira, presidente do Sindpol.
Já na Delegacia de Plantão em Patrocínio, só há um investigador fixo no plantão e para cobrir a escala, um outro investigador do expediente é realocado. Esse mesmo efetivo também é responsável para fazer escolta de presos, realizando deslocamentos de até 120 quilômetros para levar a presídios em cidades vizinhas.
“Um outro grande problema é devido a falta de pessoal, os investigadores sozinhos estão tirando presos para serem ouvidos, na frente do computador, pelo delegado ou escrivão na delegacia virtual. Isso não pode ocorrer”, enfatizou Wemerson.
No local ainda há infestação de ratos e não há água potável para os policiais beberem. A caixa d’água da unidade não é limpa há muitos anos, deixando a água imprópria para o consumo humano.
Já a diretora Vânia Cristina acrescentou que os policiais civis precisam pagar do próprio bolso a internet e itens de informática para poderem trabalhar. “É assim que funciona a segurança em Minas Gerais”, pontou.
Na Delegacia de Mulher também foram encontradas situações semelhantes, como baixo efetivo, falta de equipamento e até mofo em paredes da unidade.
A visita em Patrocínio faz parte de uma série de visitas realizadas pelo Sindpol em delegacias no interior de Minas Gerais, mostrando o descaso do governo Zema com a Polícia Civil. Além da ausência de recomposição salarial, a categoria enfrenta más condições de trabalho, falta de valorização profissional e, sobretudo, a insuficiência de efetivo para garantir a segurança da população mineira.
No final das visitas, será feito um relatório pelo Sindpol a ser entregue à Polícia Civil, pedindo correção dos problemas encontrados.