SINDPOL/MG participa da conseg e discute envolvimento da sociedade nas ações de segurança.

Conseg discute envolvimento da sociedade nas ações de segurança

As discussões em torno do envolvimento da sociedade civil e integração dos agentes, órgãos e corporações ligados ao setor de segurança pública foram o ponto alto da Conferência Nacional de Segurança Pública – etapa Minas Gerais (Conseg-MG). Mesmo representando públicos diferentes, todos enfatizaram em seus pronunciamentos a necessidade de se fazer uma discussão participativa, quando o assunto em pauta for a prevenção e o combate à criminalidade.

“A sociedade se acomodou, durante um tempo, a análises simplistas de que a segurança era obrigação exclusiva do Estado. Hoje já há a consciência de que todos, cada um em seu papel, têm o dever de contribuir para a luta contra a violência”, afirmou a coordenadora do Fórum Mineiro de Direitos Humanos, Egydia Hiexe. Representando os trabalhadores em segurança pública, o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais, Denílson Aparecido Martins, também ressaltou a importância de se ampliar o debate para além do ambiente policial. “A segurança não pode ser vista como algo estanque, tem que ser debatida e posta em prática de forma integrada, intersetorial, incluindo o cidadão comum. O envolvimento e a mobilização da sociedade são fundamentais”, disse.

O secretário de Estado de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, afirmou que as decisões devem ser conjuntas, resguardando a independencia de cada corporacao ou órgão. “A secretaria tem o papel de planejamento e coordenação das operações, respeitando a autonomia de cada um”. Como exemplo, ele citou o Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social, cujos membros reúnem-se semanalmente para discutir ações sobre o tema. O colegiado reúne representantes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Defensoria Pública, Ministério Publico e os subsecretários de Administração Prisional e de Atendimento às Medidas Socioeducativas da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

O assistente social da Central única de Favelas (Cufa), José Almerindo da Rocha, presente ao evento e também em todas as fases preliminares à sua realização, revelou seu ponto de vista. “Segurança pública não se faz com violência, e sim com inteligência. A mudança neste setor só acontecerá se houver o envolvimento de cada setor da sociedade”.

O representante da sociedade civil, Jésus Trindade, falou sobre as deficiências deste setor. “A sociedade tem dificuldade de estruturar suas vozes, sua capacidade de atuação, de cobrança. Quem pensa no lado da mãe que perde um filho para o crime? Quem olha por estas pessoas, cobra por elas? Quem confronta o Estado??”, indagou. Apesar de ser delegado e, atualmente, responder pela chefia de gabinete da Polícia Civil, Jésus foi escolhido para representar o segmento da sociedade por sua experiência como membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Enquanto sociedade civil tenho a tarefa de desvestir (sic) a camisa e fazer uma reflexão que implica em negar o próprio cargo que ocupo”, pontuou.

 

Fonte:http://www.conseg.mg.gov.br

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