Sindpol/MG realiza AGE pelo movimento da estrita legalidade no Estado

8 de fevereiro de 2022

Cansados do descaso e da desvalorização por parte do Governo de Minas, foi realizada, na manhã desta terça-feira (08), a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Sindpol/MG, no galpão em frente à sua sede, para a deliberação do movimento de estrita legalidade, pelo pagamento da recomposição das perdas inflacionárias e valorização dos policiais civis.

Policiais civis filiados compareceram na AGE, que também teve transmissão Ao Vivo, no Youtube, junto a demais entidades de classe da PCMG (Sindepominas, Sindep/MG, Aespol/MG e Siapol) e da Polícia Penal (Sindppen), através de seus representantes legais. Durante a AGE, todos demonstraram a total insatisfação com a forma como os policiais civis e demais agentes da Segurança Pública têm sido tratados pelo governador Romeu Zema.

De acordo com o presidente do Sindpol/MG, José Maria de Paula “Cachimbinho”, esta AGE se fez necessária para a deliberação do movimento de estrita legalidade, divulgação e cumprimento da cartilha sobre esse tema, para os policiais civis seguirem. “Estamos indignados com a forma que o Governo de Minas tem nos tratado, inclusive solicitei uma reunião com o Chefe de Polícia, Dr. Joaquim Francisco Neto, para tratar sobre este assunto e temos uma reunião agendada com o senador Alexandre da Silveira, em Brasília, para tratar sobre o PLC 150 de 2020 para sanar o problema dos quinquênios criado pela lei complementar 173 de 2019.”, disse.

O vice-presidente do Sindpol/MG, Marcelo Armstrong, enfatizou a importância da adesão de toda a categoria ao movimento de estrita legalidade para que o mesmo funcione e o governador sinta a pressão. Marcelo também lembrou a todos da manifestação do dia 21/02, das Forças de Segurança Pública do Estado que está prevista para ser realizada na praça da Estação.

O diretor administrativo do Sindpol/MG, Antônio Marcos Pereira (Toninho Pipoco), disse que o Governo Federal e o governador Romeu Zema, têm um plano maldoso de desprestigiar os servidores públicos, colocando na conta deles a má gestão deles e de governos anteriores. Toninho enfatizou que o Estado de Minas tem a obrigação de suprir as necessidades no que tange ao trabalho policial, o que não faz. “Precisamos parar de suprir as necessidades do Estado, naquilo que é de obrigação dele, como conserto de viaturas, compra de papel etc, dessa forma a sociedade vai perceber que o Estado não cumpre o seu papel”, afirmou.

O assessor do Sindpol/MG, Wemerson Oliveira, disse que o movimento de estrita legalidade precisa ser permanente. “Precisamos mostrar à sociedade a dificuldade que temos para trabalhar, uma vez que o Estado não faz o seu papel, e mostrar à sociedade que a propaganda do Governo de Minas é mentirosa. Eu já tirei dinheiro do meu bolso para comprar aquilo que o Estado não fornece, para conseguir realizar o meu trabalho, assim como a maioria dos senhores e senhoras. Temos que parar de fazer isso, para mudarmos a situação e para a sociedade ver o que ocorre de fato, que o governador não dá condições de trabalho aos policiais civisr. Temos que parar de correr atrás de peça de carro para consertar viaturas, sendo que isso é de obrigação do Estado de Minas”, disse.

Wemerson Oliveira lembrou a todos que os policiais civis de Minas têm um dos piores salários do país. “Somos o 24º pior salário do Brasil. O Investigador de Polícia e o Escrivão de Polícia, no início da carreira, já entram ganhando 1/3 do salário de Delegado de Polícia e de Perito Criminal, um absurdo isso. Quem vai fazer acontecer este movimento da estrita legalidade é o policial civil da ativa. Precisamos nos unir para mudar esta situação. Quero lembrar a todos do movimento do dia 21/02, às 9h, na Praça da Estação, que é um complemento deste aqui. Mas, precisamos permanecer com o movimento de estrita legalidade, é necessário que ele seja permanente, só assim para surtir o efeito que esperamos. Nós, policiais civis, precisamos nos manter unidos, tantos os da ativa quanto os aposentados.”, pontuou.

O diretor da subsede do Sindpol/MG, na Zona da Mata, Givanildo Guimarães, enfatizou a perseguição do Governador Romeu Zema contra os líderes sindicais, de entidades, associações e dos movimentos que se posicionam contra as medidas impostas aos servidores da segurança pública. “Temos inúmeros casos de violação dos direitos trabalhistas dos líderes representantes classistas. Nosso vice-presidente do Sindpol/MG, Marcelo Armstrong, é um deles, a presidente da Aespol/MG, Aline Risi, o assessor do Sindpol/MG, Wemerson Oliveira, o diretor do Sindpol/MG da Regional de Govenador Valadares, José Renato e o presidente do Sindep/MG, Bruno Viegas, também. Isso é um absurdo, uma perseguição a quem defende a categoria, a quem não tem medo de protestar e mobilizar a classe.”, disse Givanildo.

Essa questão, da perseguição dos sindicalistas, foi uma pauta acrescentada à ata da AGE, após permissão da maioria dos votos favoráveis.

A votação dos presentes decidiu que a cartilha da estrita legalidade ficará disponível no site do Sindpol/MG e terá um prazo de 5 dias para ser desencadeado, ou seja, a partir do dia 14 de fevereiro (segunda-feira), será implantado o regime de trabalho em estrita legalidade nas delegacias.

O presidente do Sindpol/MG, José Maria de Paula “Cachimbinho”, encerrou a AGE agradecendo a presença de todos, seja presencialmente ou virtualmente, em decorrência da pandemia, e enfatizou, novamente, a importância de todos participarem deste movimento de estrita legalidade.

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Veja a Cartilha do Movimento de Estrita Legalidade.

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