Sindpol/MG interpela judicialmente o governador Zema por fala em live

31 de julho de 2020

O Sindpol/MG, Sindpecri e Aespol, e demais entidades da Segurança Pública, através do escritório Cezar Britto Reis e Figueiredo Advogados Associados, protocolizaram, junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a interpelação judicial contra o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que em uma live, na semana passada, na tentativa de defender a Reforma da  Previdência implantada a “toque de caixa”, criticou de forma veemente e pejorativa representantes sindicais e Sindicatos de terem “obtido vantagens na gestão do Governo de Fernando Pimentel (PT)”, alegando ainda que “a postura crítica dos sindicatos não era vista durante a administração anterior”, que representantes dos sindicatos buscariam “visibilidade e polêmicas”, e ainda, que o “pessoal” dos sindicatos “estariam acostumados com as rachadinhas”.

O que se vê, lamentavelmente, é o governador manifestando, publicamente, declarações que merecem os mais cabais esclarecimentos (a seu cargo, com seu ônus probatório, porque é seu dever de homem público provar o que afirma), e que não pode servir para alavancar seu eventual projeto político (reforma previdenciária), nem os dele, nem de terceiros, em detrimento dos interesses difusos e coletivos e à custa da destruição da honra alheia. Portanto, o que salta aos olhos é que com um viés totalmente acusatório demonstrado no discurso realizado pela “live” o representante do Poder Executivo mineiro pratica, sem sobra de dúvidas, ato atentatório contra todas as entidades sindicais, associativas e seus representantes. Incorrendo em nítida declaração caluniosa (em tese) em relação às entidades sindicais.

“Assim que ficamos sabemos das declarações do governador na live, o Sindpol/MG, juntamente com demais sindicatos, fizemos uma nota conjunta de repúdio à fala do Chefe do Executivo Estadual. O que ele disse é muito sério, então essa interpelação judicial se faz necessária” afirmou o presidente do Sindpol/MG José Maria de Paula “Cachimbinho”.

Veja a interpelação judicial e o recibo no STJ.

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