A paciência da Polícia Civil acabou. Em resposta às recentes declarações do vice-governador Mateus Simões, o presidente do Sindpol-MG, Wemerson Oliveira, subiu o tom contra o que classifica como uma sucessão de desculpas para não conceder a recomposição das perdas inflacionárias às Forças de Segurança.
Enquanto o governo tenta emplacar a narrativa de que está “dialogando”, a realidade dos fatos mostra um cenário de promessas quebradas e manobras políticas perigosas em ano eleitoral.
A Cronologia das Desculpas
Para o Sindpol-MG, a gestão Zema criou um “labirinto de condições” para adiar o pagamento do que é direito do servidor. Wemerson Oliveira relembra a mudança constante de discurso do governo:
- A desculpa do Propag: Primeiro, o governo afirmou que a recomposição dependia da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (agora Propag). O Propag passou.
- A desculpa dos Vetos: Depois, a condição era a derrubada de vetos no Congresso para encaminhar o projeto em março. Os vetos caíram.
- A desculpa do FNDR: Em seguida, condicionaram ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional.
- A nova desculpa: Agora, Mateus Simões alega que “nem todos os vetos caíram” e joga o início das conversas apenas para maio.
O Perigo de Maio: A Armadilha Eleitoral
O alerta do sindicato é claro: deixar para negociar em maio de 2026, um ano eleitoral, é uma estratégia arriscada que pode inviabilizar qualquer ganho real.
“Os servidores da segurança pública não são bobos. Nós sabemos que deixar para maio, em ano eleitoral, é uma armadilha para não dar nada, usando a lei eleitoral como desculpa depois para travar os reajustes”, dispara Wemerson.
Auxílio não é Salário: A Maquiagem da Desvalorização
Outro ponto rebatido com veemência pelo Sindpol-MG é a tentativa do governo de somar auxílio-alimentação e abono de fardamento como se fossem aumento salarial real. Essa contabilidade criativa esconde a precarização da carreira.
Por que auxílio não resolve o problema?
- Não incorpora: O valor não vai para a aposentadoria.
- Exclui veteranos: Aposentados e pensionistas ficam de fora.
- Não reflete nos direitos: Não incide sobre 13º salário nem férias.
- Valor baixo: O auxílio representa apenas cerca de 40% do salário base de um investigador ou soldado, longe de cobrir o rombo inflacionário.
Dois Pesos, Duas Medidas: 300% para eles, 0% para a Polícia
O discurso de “austeridade” do Governo de Minas colide com a realidade dos contracheques do alto escalão. Enquanto o governador e o vice-governador tiveram seus subsídios aumentados em quase 300%, a Segurança Pública amarga perdas inflacionárias acumuladas de quase 50%.
Além disso, a sinalização de que a reestruturação da Polícia Civil só ocorreria em 2027 é vista como um escárnio. “Isso significa jogar a responsabilidade para outro governador, lavando as mãos sobre o sucateamento atual”, avalia a diretoria do sindicato.
O Dinheiro Existe
O cenário financeiro de Minas Gerais mudou. O Propag foi aprovado, a dívida foi renegociada e a Copasa foi vendida/privatizada (garantindo caixa imediato). Não há mais justificativa técnica para o calote.
O Sindpol-MG exige o fim das desculpas. A categoria não aceitará maquiagem de números nem promessas para um futuro incerto. A recomposição precisa ser imediata e real.
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Não deixe que a narrativa oficial confunda a categoria. Auxílio não é salário e promessa para maio é golpe! Juntos somos mais fortes.
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