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Presidente Wemerson Oliveira questiona se militares usurpavam função investigativa, cita disparidade de tiros e exige posicionamento da Chefia da Polícia. "Zema tem preferência clara pela PM e política de segurança é desastrosa", afirma.

Sindpol aponta “perguntas urgentes” sobre a morte do investigador Roberto Nicastro

Sindpol aponta “perguntas urgentes” sobre a morte do investigador Roberto Nicastro

Na madrugada desta segunda-feira (26), o investigador Roberto Rocha Nicastro, um profissional experiente com mais de 16 anos de carreira, foi morto a tiros em uma ação envolvendo dois policiais militares na cidade de Contagem.

O presidente do Sindpol-MG, Wemerson Oliveira, que trabalhou diretamente com Roberto, manifestou profundo pesar e solidariedade aos familiares e amigos. No entanto, o sentimento de perda rapidamente deu lugar a graves questionamentos sobre a conduta da ocorrência e a postura do Estado.

Dez tiros e silêncio: As inconsistências do caso

Para o Sindpol-MG, a versão inicial dos fatos apresenta lacunas inaceitáveis. A entidade aponta a desproporcionalidade da ação e a demora na comunicação entre as corporações como indícios de que a história precisa ser passada a limpo pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Ficam perguntas que precisam de respostas urgentes: Se o fato ocorreu por volta das 03h20 da manhã, por que a Polícia Civil só foi informada no início da manhã de que a vítima era um Investigador? Por que, mesmo com tantas viaturas da PM no local, houve esse silêncio sobre a identidade do policial civil?”, questionou Wemerson.

O dirigente sindical também levantou suspeitas sobre a dinâmica do confronto e a atividade dos militares no local:

“Como se deu essa suposta troca de tiros onde o investigador foi alvejado por dez disparos, e os militares sequer ficaram feridos? Os militares tinham realmente saído do serviço à 01h da manhã e ido comprar bebidas às 03h, ou estavam trabalhando de ‘P2’ (velada), usurpando o serviço investigativo da Polícia Civil que está sucateada?”

Histórico de Violência e Impunidade

O Sindpol-MG alerta que a morte de Nicastro não é um caso isolado, mas parte de um padrão preocupante de violência de policiais militares contra policiais civis, incentivado pela falta de punição exemplar e pela política de segurança do atual governo.

Wemerson Oliveira relembrou casos recentes que ainda marcam a categoria:

  • Caso Luiz Henrique (2025): Investigador alvejado e agredido violentamente mesmo após se identificar.
  • Caso Vandir (Malacacheta): Investigador assassinado.

“Não é a primeira vez que isso acontece e não vemos uma resposta energética do Estado para evitar esses abusos. Cobramos uma resposta da Chefia da Polícia Civil e estamos aguardando”, reforçou o presidente.

Governo Zema: “Desintegração” e Favoritismo

A crítica política foi dura. Para o Sindpol-MG, o discurso de “integração” do Governo Romeu Zema é uma falácia que esconde o desmonte da Polícia Civil em favor da Polícia Militar.

“No governo de Romeu Zema, o que vemos é a desintegração entre as forças de segurança pública, inclusive mostrando uma clara preferência do governador pela Polícia Militar. Não podemos deixar que a política de segurança pública desastrosa desse governo afete quem deveria proteger Minas Gerais”, disparou Wemerson.

Confiança no DHPP

Apesar das críticas à gestão estadual, o sindicato reiterou total confiança na capacidade técnica dos investigadores da casa.

“Não queremos fazer juízo de valor precipitado, mas exigimos rigor absoluto na apuração e confiamos em um trabalho sério e de excelência do DHPP. Exigimos transparência total, justiça e verdade para Roberto Nicastro”, concluiu a nota.


📢 Acompanhe o caso

O Sindpol-MG seguirá vigilante e prestando todo o apoio necessário.

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