Em uma demonstração de competência técnica e persistência, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta sexta-feira (9/1), a prisão de Sonny Clay Dutra, de 43 anos, apontado como um dos maiores traficantes de pasta base de cocaína do país.
A captura ocorreu em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. Sonny, natural de Ouro Preto, figurava na lista de procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ao lado de lideranças de facções nacionais como o Comando Vermelho (CV) e o PCC.
No entanto, o que deveria ser um momento de reconhecimento à tropa, tornou-se mais um episódio de marketing político. Nas redes sociais, o governador Romeu Zema (Novo) publicou: “Aqui, criminoso não tem paz”.
O Sindpol-MG rebate a narrativa. Para a entidade, o sucesso da operação não se deve à gestão do governo Zema ou do vice-governador Mateus Simões, mas sim ao sacrifício individual dos investigadores, escrivães e delegados que, mesmo com salários defasados e efetivo reduzido, entregam resultados de excelência.
“O suor é nosso, o marketing é deles”
O presidente do Sindpol-MG, Wemerson Oliveira, criticou duramente a tentativa do Executivo de capitalizar politicamente sobre o trabalho da Polícia Civil sem oferecer a contrapartida da valorização.
“Não aceitamos que o governador e seu vice façam palanque com o nosso suor. O governador diz que em Minas ‘criminoso não tem paz’, mas esquece de dizer que isso acontece graças à abnegação dos policiais civis que ele se recusa a valorizar. Quem investiga, quem faz campana, quem corre risco de vida e quem prende é o policial, muitas vezes tirando dinheiro do próprio bolso para trabalhar. O mérito da prisão do Sonny Clay é 100% da Polícia Civil e zero do Governo Zema”, disparou Wemerson.
Investigação de alta complexidade
A prisão de Sonny Clay não foi obra do acaso, nem de discursos políticos. Foi resultado de Inteligência Policial. O criminoso possui um histórico de evasão da justiça, tendo sido preso em 2013 e 2019, mas liberado posteriormente por decisões do STF e do TJMG, respectivamente.
Mesmo diante das frustrações jurídicas, a Polícia Civil de Minas Gerais não parou. Os investigadores mantiveram o monitoramento, cumprindo agora a condenação definitiva de 2021 por tráfico de drogas, associação ao tráfico e organização criminosa. Além disso, ele responderá por posse ilegal de arma de fogo.
O recado da categoria
O episódio reforça a denúncia constante do Sindpol-MG: a Segurança Pública de Minas Gerais se sustenta pelo esforço humano de seus servidores, e não por investimentos estruturais do governo.
Enquanto o Estado economiza na reposição salarial e na estrutura das delegacias, a PCMG segue retirando de circulação criminosos de alta periculosidade. O Sindpol-MG parabeniza os guerreiros envolvidos na operação em Divinópolis e reafirma: Respeitem a nossa Polícia Civil!
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