Ladrões invadem escola três vezes e fogem com 119 kg de carne em Contagem.

Desesperada, a diretora da escola não sabe mais o que fazer; ela acredita que, pelo muro da escola ser baixo, facilita a entrada de ladrões

Uma escola municipal de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi alvo de criminosos neste fim de semana. De acordo com a direção da instituição, foram três arrombamentos de sexta a domingo. Os suspeitos fugiram levando panelas, talheres e 119 kg de carne. A direção da escola desconfia que os arrombamentos tenham sido cometidos pelo mesmo grupo, que ainda urinou e defecou na cozinha e nas salas de aula. Apesar do crime, as aulas ocorreram normalmente.

 

De acordo com Maria Auxiliadora de Oliveira, de 47 anos, diretora da Escola Municipal Dona Babita Camargo, localizada no centro da cidade, os ladrões arrombaram a porta da cantina, na madrugada de sexta-feira ( 4) para sábado (5), abriram o freezer e beberam iogurte e leite. Eles ainda levaram vários quilos de carne. "Eu só descobri o arrombamento por que teve um vestibular aqui na escola", contou a diretora.

No domingo (6), Maria Auxiliadora foi novamente à escola, para preparar uma festa para os alunos, e deu de cara com a porta da cantina arrombada. Nesta segunda-feira (7), por volta das 5h50, quando chegava na escola para trabalhar, a diretora percebeu que os ladrões tinham invadido o local pela terceira vez. Desta vez eles roubaram mais carne, uma panela de pressão, talheres e uma escada de ferro.

A diretora ainda percebeu que os suspeitos chegaram a cozinhar e dormir no chão da cozinha durante o arrombamento. Eles também defecaram em panelas e urinaram em roupas dos alunos. Ao todo foram levados 119 kg de carne.

Pelo modo operante dos criminosos, a diretora acredita que os arrombamentos foram cometidos pelas mesmas pessoas. Ainda de acordo com Maria Auxiliadora, no dia 26 de junho deste ano a escola foi invadida e os suspeitos levaram dois notebooks, um tablet, uma câmera digital e, como se não bastasse, reviraram toda a sala da direção.

Desesperada, a mulher diz não saber mais o que fazer. Ela acredita que, pelo muro da escola ser muito baixo, facilita a entrada de ladrões, que não foram identificados.

Apesar de todo o transtorno e prejuízo, os alunos tiveram aula normalmente nesta segunda-feira.

 

Fonte: O Tempo

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