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Campanha de saúde mental ganha contornos de urgência na Polícia Civil após perdas trágicas em 2025. Sindpol-MG aponta gestão Zema como "fator de risco" e reforça rede de apoio psicológico aos filiados.

Janeiro Branco na PCMG: Como cuidar da mente quando o abandono do Estado é quem adoece o policial?

Janeiro Branco na PCMG: Como cuidar da mente quando o abandono do Estado é quem adoece o policial?

O mês de janeiro é dedicado à conscientização sobre a saúde mental e emocional, conhecido mundialmente como “Janeiro Branco”. Para a sociedade em geral, é um momento de reflexão e planejamento de vida. Para os servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), no entanto, a campanha deste ano tem um peso diferente: é um grito de socorro.

A profissão policial, por natureza, já carrega níveis extremos de estresse, risco de morte e contato diário com a violência. Mas, em Minas Gerais, o inimigo não está apenas nas ruas, armado, cometendo crimes. Hoje, o maior adversário da saúde mental do policial civil é a gestão do próprio Estado.

O Governo Zema como “Fator de Risco”

Não há terapia que resolva sozinha o problema de quem não sabe se conseguirá pagar as contas no fim do mês. O adoecimento em massa da categoria tem raízes claras e denunciadas exaustivamente pelo Sindpol-MG:

  1. Sufocamento Financeiro: Com perdas inflacionárias beirando os 50% e o zero por cento de recomposição confirmado para 2025, o policial vive a angústia do endividamento. A pressão dos boletos e a desvalorização profissional são gatilhos diretos para a ansiedade e depressão.
  2. Burnout pelo Déficit: Operando com cerca de 50% de déficit de efetivo, o policial hoje trabalha por três. A sobrecarga física e mental, sem descanso adequado, leva à exaustão extrema (Burnout).

“O Estado nos dá uma arma, um distintivo e uma carga de trabalho desumana, mas nos nega o básico: salário digno e efetivo para dividir o fardo. O resultado disso é uma categoria doente”, alerta a diretoria do Sindpol.

O Alerta Ignorado: As tragédias de 2025

Infelizmente, os alertas do sindicato não são retórica. O final de 2025 foi marcado pelo luto profundo na instituição. Perdemos dois colegas Investigadores de Polícia para o suicídio em um curto espaço de tempo.

Essas tragédias não são casos isolados, são sintomas de um sistema que colapsou. O Sindpol-MG já havia alertado o Governo e a Chefia de Polícia sobre o clima insustentável nas delegacias, mas a resposta do Estado continuou sendo o silêncio e o marketing de “estado seguro”.

Sindpol Acolhe: Sala de Atendimento Psicológico

Diante da omissão do Governo Zema em cuidar de quem protege a sociedade, o Sindpol-MG assumiu para si a responsabilidade de amparar a categoria.

Em 2025, o sindicato inaugurou sua nova Sala de Atendimento Psicológico e Psicanalítico. Um espaço moderno, acolhedor e sigiloso, dedicado exclusivamente a cuidar da mente dos nossos guerreiros e guerreiras.

O serviço não é apenas para o policial da ativa ou aposentado, mas se estende também aos familiares (dependentes), entendendo que o adoecimento do policial impacta toda a estrutura familiar.

Não sofra sozinho

Neste Janeiro Branco, o recado do Sindpol é direto: sua vida importa mais do que qualquer inquérito, meta ou estatística.

Se você está se sentindo sobrecarregado, angustiado ou sem esperança, procure ajuda. O Sindpol é o seu porto seguro. Não espere chegar ao limite.

A luta por salário e efetivo continua firme nas ruas e nos gabinetes, pois sabemos que a valorização é o melhor remédio. Mas, enquanto a vitória política não vem, nós cuidamos uns dos outros.

Serviço: Para agendar atendimento na Sala de Psicologia do Sindpol-MG, entre em contato pelo telefone/WhatsApp: (31) 2138-9898.

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