A formação e o treinamento contínuo dos policiais civis de Minas Gerais voltaram ao centro do debate público. O tema foi destaque no programa Band Cidade, conduzido pelo apresentador Marcos Maracanã, onde uma reflexão dura e necessária foi levada aos lares mineiros: a urgência de investimentos na Academia de Polícia Civil (Acadepol).
Durante a exibição, uma analogia direta ilustrou a gravidade da situação atual enfrentada pela categoria: “Você faria uma cirurgia com um médico que aprendeu apenas assistindo vídeos em casa?” A resposta óbvia para essa pergunta serviu para escancarar uma contradição perigosa na gestão da Segurança Pública do Estado. Se a sociedade não aceita um médico sem prática presencial, por que deveria aceitar que o policial civil enfrente o crime organizado sem a capacitação prática e adequada?
O diagnóstico da Acadepol: Sucateamento e falta de estrutura
A mensagem transmitida no programa reforça uma denúncia constante do Sindpol-MG. A Acadepol, que deveria ser o pilar de excelência na formação dos investigadores e demais carreiras da Polícia Civil, pede socorro.
Atualmente, a instituição sofre com um déficit grave que compromete a preparação dos servidores. Faltam:
- Estrutura física adequada para simulações e aulas práticas.
- Quadro de instrutores suficiente para atender a demanda.
- Condições ideais de treinamento continuado para os policiais que já estão na ativa.
O ensino a distância (EAD) e as soluções paliativas não substituem a vivência prática, o manuseio de equipamentos, o treinamento tático e a preparação física e psicológica exigidas pelas ruas.
Proteger quem protege a sociedade
O policial civil quer prestar um serviço de excelência. A categoria deseja trabalhar nas melhores condições para proteger a sociedade mineira com eficiência e segurança. Contudo, enfrentar facções criminosas e a criminalidade violenta exige um preparo real, técnico e contínuo.
A diretoria do Sindpol-MG reitera que investir na formação e no treinamento do policial é, antes de tudo, investir na segurança direta do cidadão. Uma polícia mal treinada por falta de recursos do Estado coloca em risco a vida do próprio servidor e da população que ele jurou defender.
O recado deixado no Band Cidade foi claro e direto ao Governo de Minas Gerais: Segurança pública não se improvisa. Se constrói. E essa construção começa, obrigatoriamente, por uma Acadepol forte, estruturada e valorizada.
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