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Falta de efetivo e escoltas de presos prejudicam investigações em Janaúba

Falta de efetivo e escoltas de presos prejudicam investigações em Janaúba

Durante visita à unidade, SINDPOL-MG ouviu os policiais civis e constatou que Investigadores estão deixando diligências e apurações para realizar escoltas de presos

Quando um Investigador precisa interromper uma diligência para realizar uma escolta, o impacto não fica restrito à rotina da delegacia. Uma apuração pode atrasar, uma ordem de serviço deixa de ser cumprida e uma vítima precisa esperar ainda mais por uma resposta.

Essa é uma das principais preocupações relatadas pelos policiais civis de Janaúba, no Norte de Minas, durante visita realizada pelo SINDPOL-MG à unidade.

Além da falta de efetivo, que já provoca sobrecarga entre os servidores, Investigadores de Polícia estão sendo retirados de suas atividades de investigação para realizar escoltas de presos.

Menos policiais disponíveis para investigar

Com uma equipe reduzida para atender às demandas de Janaúba e da região, cada profissional afastado da atividade-fim faz diferença.

Enquanto participa de uma escolta, o Investigador deixa de atuar em diligências, levantamentos de informações, cumprimento de ordens de serviço e outras etapas essenciais para o esclarecimento de crimes.

A escolta de presos é uma atividade que exige tempo e deslocamento. Quando essa responsabilidade recai sobre os Investigadores, a capacidade investigativa da Polícia Civil fica ainda mais comprometida.

Não se trata de diminuir a importância da escolta, mas de garantir que cada atividade seja realizada por profissionais e estruturas adequadas, sem retirar da investigação uma mão de obra já insuficiente.

Investigador tem que investigar

O SINDPOL-MG vem encontrando situações semelhantes em diferentes regiões de Minas Gerais. A falta de policiais, somada ao desvio de função, obriga equipes reduzidas a assumir uma quantidade cada vez maior de tarefas.

Para o Sindicato, profissionais preparados e especializados para investigar não podem ser utilizados para compensar a falta de planejamento e de pessoal em outras atividades.

Investigador de Polícia precisa estar nas ruas, apurando crimes, buscando provas e ajudando a dar respostas às vítimas e às suas famílias.

Quando esse profissional é retirado da investigação, o prejuízo não é apenas para a categoria. Toda a população sente os efeitos na demora das apurações e na redução da capacidade de resposta da Polícia Civil.

SINDPOL-MG cobra recomposição do efetivo

A situação encontrada em Janaúba reforça a urgência da recomposição do quadro de servidores da Polícia Civil de Minas Gerais e do respeito às atribuições de cada carreira.

O SINDPOL-MG continuará visitando as unidades policiais, ouvindo os servidores e cobrando do Governo de Minas medidas concretas para enfrentar a falta de efetivo e o desvio de função.

Quando falta Investigador na investigação, quem espera por justiça também fica sem resposta.

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