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Presidente Wemerson Oliveira critica fala de Mateus Simões após Operação Dominus e alerta: sem recomposição salarial e investimento na Polícia Civil, Minas corre o risco de virar o Rio de Janeiro.

“Elas já estão aqui”: Sindpol-MG desmente vice-governador sobre facções e cobra valorização da investigação para evitar o caos em Minas

“Elas já estão aqui”: Sindpol-MG desmente vice-governador sobre facções e cobra valorização da investigação para evitar o caos em Minas

A recente Operação Dominus, realizada no Aglomerado da Serra, trouxe à tona o debate sobre a segurança pública em Minas Gerais. No entanto, uma declaração do vice-governador Mateus Simões gerou forte reação do Sindpol-MG.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente do sindicato, Wemerson Oliveira, rebateu a fala de Simões, que afirmou que as facções criminosas estariam apenas “tentando” se estabelecer no estado.

Para a entidade que representa os policiais civis, essa narrativa é falsa e perigosa.

Facções em Minas: Uma realidade ignorada pelo governo

O Sindpol-MG alerta há anos que a presença do crime organizado não é uma ameaça futura, mas uma realidade consolidada.

“O senhor disse que as facções estão ‘tentando’ se estabelecer em Minas. Mentira! O Sindpol vem alertando: elas não estão tentando, elas já estão aqui há anos! A guerra no Aglomerado da Serra e em vários outros locais de Belo Horizonte e do interior são a prova de que o crime organizado tomou conta”, disparou Wemerson.

O dirigente sindical questionou ainda a eficácia de operações midiáticas pontuais. Ele cobrou se a presença do Estado será permanente ou se serviu apenas “para a foto”, questionando se a ação se estenderá a outras comunidades dominadas ou se ficará restrita à Zona Sul da capital.

Investigação x Propaganda

O ponto central da crítica do Sindpol-MG é a tentativa do Governo Zema de combater estruturas criminosas complexas com marketing, enquanto sucateia a única força capaz de desmantelá-las: a Polícia Civil.

Segundo Wemerson Oliveira, não se combate facção com propaganda. “Quem desmantela quadrilhas e coloca os chefões na cadeia é a INVESTIGAÇÃO”, pontuou.

No entanto, a capacidade investigativa do estado está severamente comprometida pela gestão atual. O sindicato expôs os dados alarmantes da categoria:

  • Déficit de Efetivo: A instituição opera com quase metade do quadro necessário;
  • Adoecimento: Policiais sobrecarregados e sem suporte;
  • Desvalorização Salarial: Minas Gerais paga hoje o quarto pior salário do país para a categoria;
  • Perdas Inflacionárias: A defasagem salarial já chega a 50%, negada sistematicamente pelo governo Zema.

“Minas vai virar o Rio de Janeiro?”

O alerta final do Sindpol-MG é grave. A entidade afirma que, se a política de sucateamento continuar, o destino da segurança pública mineira será o colapso, assemelhando-se à crise vivida no Rio de Janeiro.

“Se o senhor quer mesmo evitar que Minas vire o Rio de Janeiro, pare de sucatear a nossa Polícia Civil, patrimônio do povo mineiro. Valorize e Invista em quem investiga. O resto, é conversa fiada”, finalizou o presidente.

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