Delegados da Polícia Civil fazem paralisação em protesto por melhores condições de trabalho e salários,

Delegados da Polícia Civil fazem paralisação em protesto por melhores condições de trabalho e salários, equiparação salarial com promotores e juízes, melhores condições de trabalho e a realização de concurso são as principais reivindicações

paralisacao_delegados_juiz_de_fora.jpgOs delegados da Polícia Civil de Minas Gerais estão realizando uma paralisação de 24 horas, nesta segunda-feira, 28 de março. A mobilização é em todo o estado, em busca de melhorias no salário, nas condições trabalho e pela realização, urgente, de concurso para cobrir o déficit de trabalhadores. Outras carreiras da Polícia Civil também participam do movimento.

Em Juiz de Fora, os delegados estão distribuindo panfletos, para buscar o apoio da população. Segundo o delegado Marcelo Armstrong, a delegacia em Juiz de Fora está trabalhando com apenas 30%, como o exigido por lei. “Somente os casos de flagrante e os serviços que não podem ser paralisados estão funcionando. Fora isso, estamos parados e tentando mostrar para a população a situação em que se encontra a Polícia Civil em Minas Gerais”.

O delegado explica que as principais ações estão ocorrendo em Belo Horizonte. “Alguns representantes estão na capital. Lá estão sendo feitos protestos no Aeroporto e nas ruas, com panfletagem na Cidade Administrativa e na praça da Liberdade. A intenção é alertar para as condições de trabalho”. Ele acredita que a adesão está próxima a 100%.

Marcelo explica que a categoria exige a equiparação salarial com promotores e juízes. “Atualmente, os delegados recebem menos de R$ 5 mil. Em outros cargos, o salário é em torno de R$ 10 mil. Os delegados merecem um reconhecimento maior, equiparado ao de juízes e promotores”, opina. Ele acrescenta que Minas Gerais possui o menor salário para delegado, se comparado com a Polícia Civil em outros estados. 

Segundo Marcelo, outra reivindicação é a realização de concurso. Ele afirma que a necessidade é urgente e que em Juiz de Fora existe um déficit de 150 agentes. “É preciso fazer concurso para suprir a demanda. Temos que melhorar as condições de trabalho e da Polícia Civil em Minas Gerais.” Os delegados iniciaram a Operação Legalidade, em que passam a não trabalhar além das 40 horas semanais exigidas por lei e a realizar apenas tarefas as quais o Estado oferece condições. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas), dará suporte para garantir os direitos dos delegados.   

Assembleia

No dia 8 de abril, haverá uma Assembleia Geral da categoria em Belo Horizonte. De acordo com Armstrong, a pauta com as reivindicações foi apresentada ao governo em setembro. “Até hoje não tivemos uma resposta”. Segundo o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (SINDPOL/MG), a pauta foi protocolizada no dia 3 de setembro de 2010. O governo tem até o dia 2 de abril para encaminhar um parecer.

O delegado afirma que a assembleia definirá as ações que serão tomadas pela categoria. De acordo com ele, caso a resposta do governo não seja favorável ao que está sendo reivindicado, existe a possibilidade de a categoria entrar em greve. 

 

Fonte: www.acessa.com

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