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No apagar das luzes de 2025, governador assina "presente de despedida" que utiliza policiais e dinheiro público para segurança particular, enquanto ignora o avanço das facções e o sucateamento da Polícia Civil.

“Acabou a mamata?”: Decreto de Zema que garante segurança VIP a ele e aliados por 4 anos após o mandato

“Acabou a mamata?”: Decreto de Zema que garante segurança VIP a ele e aliados por 4 anos após o mandato

O discurso de austeridade e combate aos privilégios do Governador Romeu Zema parece ter validade apenas para os servidores da base. No apagar das luzes de 2025, enquanto a população mineira celebrava o Ano Novo, o chefe do Executivo publicou um decreto que garante a ele, ao vice-governador e a familiares um esquema de segurança estatal por até quatro anos após o fim de seus mandatos.

Em vídeo contundente divulgado nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), Wemerson Oliveira, classificou a medida como um “presente de despedida” de quem se prepara para abandonar o cargo visando a campanha presidencial.

O paradoxo do “Estado Seguro”

O dirigente sindical apontou a contradição central na narrativa do governo. Zema investe milhões em propaganda afirmando que Minas Gerais é o estado mais seguro do Brasil. No entanto, ao garantir uma escolta robusta para sua vida pós-governo, ele demonstra temer a realidade das ruas.

“Tem uma coisa que não bate: se Minas Gerais é um dos estados mais seguros do Brasil, como ele diz nas propagandas, por que essa preocupação toda com a segurança pessoal? Enquanto isso, você sofre com a violência e a invasão das facções criminosas em nosso estado, como o Comando Vermelho e PCC”, questionou Wemerson.

Privatização para o povo, Estado para o Rei

O Sindpol-MG também ironizou a postura ideológica do governador. Defensor ferrenho das privatizações, Zema optou por usar a máquina pública para sua proteção pessoal, em vez de contratar serviços privados.

O decreto permite retirar policiais das ruas — pagos com o dinheiro do contribuinte — para atuar na segurança particular de políticos e de “pessoas próximas indicadas por ele”.

“Por que tirar policiais das ruas […] e deixar você e sua família à mercê do aumento da criminalidade?”, indagou o presidente do sindicato, lembrando que a Polícia Civil, responsável pela investigação, segue sucateada e com déficit de pessoal.

Integridade Moral x Valorização Real

O texto do decreto justifica a medida como necessária para proteger a “integridade moral” do ex-governador. A resposta do Sindpol foi direta:

“Ora, Governador, integridade moral se constrói valorizando quem dá a vida pela segurança pública, é protegendo o cidadão, e não legislando em causa própria na calada da noite.”

Wemerson lembrou ainda que este não é o primeiro movimento de Zema em benefício próprio, citando o aumento de quase 300% no próprio salário, aprovado anteriormente.

Para o Sindpol-MG, a máscara do “fim dos privilégios” caiu definitivamente. “Os mineiros não aceitam duas caras. Vergonha, governador!”, finalizou Wemerson.

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