Para milhares de vítimas em Minas Gerais, o crime não termina no momento em que a ocorrência é registrada. Depois do assalto, do roubo de veículo, da violência doméstica, da agressão ou da ameaça, começa uma nova espera: a espera por resposta, por investigação, por justiça.
Foi a partir dessa realidade que o presidente do SINDPOL-MG, investigador Wemerson Oliveira, fez um alerta durante participação no programa Band Cidade, apresentado por Marcos Maracanã. Segundo ele, a falta de investimentos na Polícia Civil de Minas Gerais compromete diretamente a capacidade do Estado de investigar crimes, identificar autores e reduzir a impunidade.
Durante a entrevista, Wemerson destacou que a Polícia Civil exerce um papel essencial na segurança pública, especialmente após o registro da ocorrência. É a investigação criminal que permite transformar o relato da vítima em prova, identificar criminosos, desmontar organizações criminosas e responsabilizar quem pratica crimes.
“Quando o cidadão é vítima de um assalto, de um roubo de veículo ou de violência física ou doméstica, ele espera que o Estado não apenas registre o fato, mas investigue e apresente uma resposta. Sem estrutura adequada, sem efetivo suficiente e sem investimentos em tecnologia e inteligência, esse trabalho fica comprometido”, afirmou o presidente do SINDPOL-MG.
Falta de estrutura compromete a resposta às vítimas
De acordo com Wemerson Oliveira, a ausência de investimentos contínuos na Polícia Civil afeta tanto os policiais civis quanto a população. Delegacias com estrutura insuficiente, déficit de efetivo, falta de viaturas adequadas, carência de equipamentos modernos e limitações tecnológicas dificultam o avanço das investigações e ampliam a sensação de impunidade.
Para o presidente do sindicato, a segurança pública precisa ser tratada como política permanente de Estado, e não apenas como resposta pontual a episódios de violência.
Ele criticou a atual política de segurança pública do Governo de Minas por priorizar investimentos no policiamento ostensivo, enquanto áreas fundamentais para a investigação criminal seguem em segundo plano.
“A população merece mais do que uma sensação de segurança. Merece respostas, justiça e uma Polícia Civil estruturada para investigar e combater a criminalidade de forma efetiva”, reforçou Wemerson.
Investigação criminal é peça central no combate ao crime
Na avaliação do SINDPOL-MG, uma política eficiente de segurança pública precisa integrar prevenção, repressão qualificada e investigação. O policiamento ostensivo tem papel importante na presença do Estado nas ruas, mas o enfrentamento real da criminalidade depende também da capacidade investigativa.
É a Polícia Civil que apura homicídios, investiga roubos, identifica autores de crimes, reúne provas, combate organizações criminosas, rastreia redes de atuação e contribui para que os responsáveis sejam levados à Justiça.
Por isso, o SINDPOL-MG defende medidas estruturais para fortalecer a Polícia Civil de Minas Gerais, entre elas:
• ampliação do quadro de investigadores;
• modernização das delegacias;
• aquisição de viaturas descaracterizadas;
• melhoria dos equipamentos de comunicação;
• investimento em tecnologia e inteligência policial;
• valorização dos policiais civis responsáveis pela investigação criminal.
SINDPOL-MG reforça defesa da Polícia Civil
Ao final da participação, Wemerson Oliveira reafirmou que o SINDPOL-MG continuará cobrando investimentos, valorização profissional e melhores condições de trabalho para os policiais civis mineiros.
Para o sindicato, fortalecer a Polícia Civil é proteger a sociedade. Sem investigação, crimes deixam de ser esclarecidos, vítimas ficam sem resposta e criminosos permanecem impunes.
O SINDPOL-MG reforça que a valorização da Polícia Civil é condição indispensável para o enfrentamento das organizações criminosas, a redução da violência e a construção de uma segurança pública mais eficiente em Minas Gerais.
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