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Representantes dos 331 excedentes do concurso de 2024 se reúnem com Wemerson Oliveira. Prazo para nomeação em ano eleitoral termina em julho e facções avançam no estado por falta de efetivo.

“Sem investigador na rua, o crime continua”: Aprovados cobram nomeação urgente e Sindpol alerta para déficit de vagas

“Sem investigador na rua, o crime continua”: Aprovados cobram nomeação urgente e Sindpol alerta para déficit de vagas

Na manhã desta sexta-feira (23), a diretoria do Sindpol-MG recebeu, em sua sede, a comissão de representantes dos 331 aprovados excedentes do concurso para Investigador de Polícia (Edital 04/2024). O grupo busca apoio político e jurídico do sindicato para garantir as nomeações antes da vedação imposta pela lei eleitoral, que começa a valer em julho deste ano.

O encontro foi marcado por um tom de urgência. Com a escalada da violência e a disputa de território por facções criminosas em Minas Gerais, o reforço no setor de investigação é vital. Caroline Oliveira, representante da comissão, destacou que o grupo já superou todas as barreiras burocráticas e técnicas.

“Passamos pela prova objetiva, pelo TAF (Teste de Aptidão Física), pelos exames médicos, investigação social e exames psicotécnicos. Estamos prontos, aptos, aguardando apenas a autorização do Governo de Minas. Sem investigador na rua, o crime continua”, afirmou Caroline.

A Falácia da Lei de Responsabilidade Fiscal

Durante a reunião, o presidente do Sindpol-MG, Wemerson Oliveira, desmontou o principal argumento utilizado pelo Governo Zema para travar as nomeações: o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Segundo Wemerson, a própria legislação permite a reposição de pessoal em áreas essenciais, como a segurança, quando há vacância decorrente de aposentadorias ou exonerações.

“O governador e o vice-governador se escoram na LRF. Mas a lei autoriza repor os quadros daqueles policiais que saíram. Hoje, nós já temos 500 vacâncias. Ou seja, há espaço legal e necessidade real para nomear todos os 331 excedentes imediatamente”, explicou o presidente.

Corrida Contra o Tempo e o Crime

A pressão pela nomeação tem dois motivos centrais: o calendário e a guerra do tráfico.

  1. Prazo Eleitoral: Por ser ano de eleições (2026), a legislação impede nomeações de servidores a partir de julho. Se o governo não agir agora, a Polícia Civil ficará desfalcada até 2027.
  2. Segurança Pública: Wemerson alertou para a invasão de facções de outros estados. “Temos grupos do Rio e de São Paulo disputando território aqui. Precisamos de investigadores para combater essa criminalidade através da inteligência. Quem perde com a falta desses profissionais é você, cidadão mineiro”, pontuou.

Mobilização

O Sindpol-MG e a comissão de aprovados convocam a sociedade a pressionar o Governador Romeu Zema e o vice Mateus Simões. A nomeação dos 331 investigadores representa um impacto financeiro ínfimo perto do prejuízo que a criminalidade solta causa ao Estado.

“São homens e mulheres querendo trabalhar para proteger você. Cobre do seu governador”, finalizou Wemerson.

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