Cerca de 30% dos policiais civis de MG estão afastados do trabalho por problemas de saúde

23 de julho de 2019

Por Amanda Antunes, Rádio Itatiaia – Belo Horizonte

Ambientes insalubres, perigosos, longas jornadas de trabalho, salários parcelados, pressão para bater meta e responsabilidade sobre os índices da violência são alguns fatores presentes na vida dos agentes da segurança pública e, que, conforme especialistas, podem levar o profissional ao desequilíbrio emocional.

Dados do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindipol), apontam que pelo menos 30% da categoria estão doente.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Policia Civil de Minas, delegado Marcelo Armstrong, se não bastasse o descaso das instituições em pressionar que muitos agentes de segurança trabalhem mesmo em desequilíbrio mental, entre os colegas de trabalho também existe o preconceito, já que quem se afasta por problemas psicológicos é visto como um profissional fraco.

“Nós precisamos ter uma política de prevenção efetiva, nós não temos acompanhamento, psicológico, psiquiátrico adequados. A cada três trabalhando um está afastado por problema de saúde”, alerta.

Conforme a Polícia Civil, por questões éticas, a instituição não comenta dados de suicídio cometidos por servidores da própria instituição. Em nota esclarece, contudo, que dispõe de serviços voltados à promoção da saúde física e mental dos funcionários.

Nesta quarta-feira (24), a Itatiaia vai ouvir um representante da Associação Mineira dos Agentes e Servidores Prisionais de Minas (Amasp).

Ouçam a reportagem completa por Amanda Antunes 

Fonte: Rádio Itatiaia

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