Com desvalorização da segurança pública, Minas vê número de homicídios disparar

14 de maio de 2025

Minas Gerais registrou um aumento no número de homicídios pelo terceiro ano consecutivo, passando de 2.699 casos em 2022 para 2.795 em 2023, de acordo com o Atlas da Violência, produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Diferentemente de outras regiões do Brasil, onde os homicídios diminuíram 1,4% no mesmo período, o estado segue na contramão da tendência nacional. Especialistas apontam as disputas entre organizações criminosas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro como os principais fatores para essa alta.

Minas vai na contramão do país e vê o número de homicídios disparar pelo terceiro ano seguido. Os dados apresentados pelo Atlas da Violência revelam que a política de segurança pública adotada pelo governo Zema tem se mostrado ineficiente, colocando em risco a vida dos cidadãos mineiros. O governo tem promovido o sucateamento da segurança pública, com cortes de investimentos, deixando os policiais atuando em condições precárias, sem valorização salarial ou de carreira. Como consequência, criminosos se sentem à vontade para agir em todo o estado, fazendo a população refém e contribuindo para o aumento expressivo no número de mortes.

Atualmente, o estado enfrenta o pior momento em sua segurança pública sob a gestão do governador Romeu Zema. Facções criminosas de outros estados estão se instalando e aterrorizando comunidades em diversas regiões de Minas Gerais. Com uma defasagem salarial de 44% e estruturas e equipamentos em situação precária, torna-se difícil para os policiais civis atuarem com eficácia no combate a esses grupos criminosos.

O Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais) manifesta profunda preocupação com o crescimento da criminalidade e a chegada de facções ao estado. A entidade continuará cobrando do governo a valorização dos policiais civis e a reformulação da política de segurança pública, para que a categoria possa combater o crime com mais eficiência e segurança.

O SINDPOL-MG marcou presença nesta quarta-feira (7) no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), durante a votação das emendas ao Projeto de Lei 3.503/2025. A entidade foi representada pelo presidente Wemerson Oliveira, o vice-presidente Antônio Marcos e os diretores Vander Tavares e Vânia Cristina.

O principal objetivo da mobilização era pressionar os deputados a aprovarem a Emenda nº 3, de autoria do deputado Sargento Rodrigues, que propunha estender o reajuste salarial concedido à Educação também aos servidores da Segurança Pública, incluindo a Polícia Civil de Minas Gerais. A proposta previa a reposição da inflação acumulada de 2024, estimada em 4,83%.

A emenda, no entanto, foi rejeitada por 32 votos contra e 24 a favor. Após a votação, o SINDPOL-MG expressou profunda indignação com o resultado e criticou duramente o governo Romeu Zema e os parlamentares que votaram contra o pleito da categoria.

Os policiais civis acumulam uma defasagem salarial de aproximadamente 44%, resultado de perdas inflacionárias ao longo dos anos. O sindicato classifica a negativa da emenda como mais um episódio de desvalorização da segurança pública em Minas Gerais.

 

Confira abaixo a lista dos deputados que votaram contra a Emenda nº 3 ao PL 3.503/2025:

Alencar da Silveira Jr. (PDT)

Adriano Alvarenga (PP)

Antônio Carlos Arantes (PL)

Arlen Santiago (Avante)

Bin da Ambulância (Avante)

Bosco (Cidadania)

Carlos Henrique (Republicanos)

Carol Caran (Avante)

Cássio Soares (PSD)

Coronel Henrique (PL)

Dr. Maurício (Novo)

Duarte Bechir (PSD)

Enes Cândido (Republicanos)

Gil Pereira (PSD)

Greco da Fundação (PMN)

Gustavo Valadares (PMN)

Ione Pinheiro (União)

João Magalhães (MDB)

Lincoln Drummond (PL)

Lud Falcão (Podemos)

Maria Clara Marra (PSDB)

Marli Ribeiro (PL)

Neilando Pimenta (PSB)

Noraldino Júnior (PSB)

Oscar Teixeira (PP)

Rafael Martins (PSD)

Raul Belém (Cidadania)

Rodrigo Lopes (União)

Thiago Cota (PDT)

Vitório Júnior (PP)

Zé Guilherme (PP)

Zé Laviola (Novo)

Por: Samuel Fernandes, assessor do Sindpol/MG