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Policiais reclamam de estrutura para efetivo especial da Copa.

Militares alegam que comida é ruim, alojamento é precário e horas de trabalho são muito longas

Policiais reclamam de estrutura para efetivo especial da Copa.

Policiais reclamam de estrutura para efetivo especial da Copa

As ruas de Belo Horizonte ganharam um reforço de policiais militares para garantir a segurança durante a Copa do Mundo. São 14 mil agentes de diversos batalhões (Copa, Metrópole, Choque e companhias). Desses, ao menos 500 vieram do interior para ficar 45 dias à disposição do evento. Mas, nos bastidores, eles reclamam de falta de estrutura para trabalhar, como alimentação ruim, alojamento improvisado e falta de higiene.

Para divulgar as queixas, os militares têm usado um blog que tem como colaboradores policiais militares e civis. “Choque no Mineirão sem água, banheiro e almoço. Estão querendo que a gente compre almoço aqui a R$ 12. Estamos desde 5h sem comer nada”, dizia umas das mensagens. Há ainda fotos das comidas que eles julgam ruins.

Em outra mensagem, um suposto militar desabafa: “Batalhão Metrópole em serviço, sem previsão de horário de almoço. Chamada às 9h sem previsão de liberação para um evento que começa às 13h e outro às 16h, sem previsão de descanso, alimentação e hidratação. Serviço desumano”.

O diretor de planejamento da Associação dos Praças, Policiais Militares e Bombeiros de Minas Gerais (Aspra-MG), Matscelo Tarley, disse ter recebido várias reclamações. Segundo a Aspra, os turnos normais são de oito horas, com descanso. Na Copa, eles estariam ficando 12 horas posicionados, equipados e armados.

Há ainda, conforme o coordenador de Direitos Humanos da Aspra-MG, Luiz Gonzaga, problemas no alojamento. Em um deles, cerca de mil policiais estariam dividindo cinco banheiros.

O outro lado. O chefe da sala de imprensa da PM, major Gilmar Luciano, defendeu que a comida atende à necessidade da atividade policial. “A empresa foi licitada para fornecer a alimentação com padrão de qualidade. É a mesma para todos, do soldado ao coronel. Nenhuma reclamação chegou até nós”.

Ainda segundo o major, há várias escalas de trabalho e revezamento para não sobrecarregar os militares. Sem informar o valor, ele explicou que os militares do interior recebem diárias para ficar na capital e não são obrigados a ficar nos alojamentos. “São alojamentos na academia de polícia com colchão e roupa de cama, mas não é um hotel cinco estrelas”, destacou Luciano.

Aspra alega que equipamento de segurança não chegou a BH

Alguns equipamentos de segurança para os policiais que estão na linha de frente de confronto durante as manifestações demoraram uma semana para chegar, conforme a Aspra-MG. O diretor de planejamento da entidade, Matscelo Tarley, conta que o capacete antitumulto, com proteção da nuca e viseira para o rosto até o queixo, só foi recebido no dia 19, uma semana após o início da Copa.

“No único confronto que tivemos por enquanto, no primeiro dia, na praça da Liberdade, as companhias tático móveis estavam sem os equipamentos. E esse pessoal é o primeiro a enfrentar os confrontos”. Nesse dia, um policial teve um nariz quebrado. Ainda segundo o diretor, as caneleiras que os militares estão utilizando foram adquiridas por eles mesmos.

Já o major Gilmar Luciano, chefe da sala de imprensa da PM, afirmou que os equipamentos necessários foram entregues. “Quem precisava de capacete antitumulto e de caneleira recebeu”.

  Fonte: O Tempo

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