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Polêmica do retrocesso da Lei Orgânica: Enquanto o Governador não aumenta o efetivo da PCMG para apuração de crimes, a população é obrigada a gastar com aparatos de segurança privada

Em reação ao aumento de roubos a residências e lojas, população se reúne para buscar soluções

Polêmica do retrocesso da Lei Orgânica: Enquanto o Governador não aumenta o efetivo da PCMG para apuração de crimes, a população é obrigada a gastar com aparatos de segurança privada

 Contra a violência, mobilização

O aumento no número de roubos a residências e estabelecimentos comerciais em diferentes bairros da capital faz com que os moradores se mobilizem para tentar coibir a ação dos criminosos. Ontem, foi a vez de os vizinhos do Belvedere, na região Centro-Sul, se reunirem para discutir o problema, que ganhou destaque na imprensa devido ao grau de crueldade com que os bandidos têm agido. Também intimidada pela violência, a comunidade do Santa Inês, na região Leste, tratou do assunto em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na última semana.

 

Moradores e comerciantes procuram medidas alternativas de prevenção. No caso do Santa Inês, uma das propostas é criar uma comissão – formada por representantes da associação comunitária e das polícias Civil e Militar – que seria responsável por receber as denúncias. “Os bandidos são conhecidos na região, mas as pessoas não denunciam, por medo de represálias e porque acreditam que a polícia não vai resolver nada. A comissão vai aproximar os dois lados, já que representantes (da comunidade) e vítimas ficarão próximos”, explicou o presidente da União Pró-Melhoramentos do Santa Inês, Manoel Divino. 

O objetivo é evitar que casos como o da comerciante Élida Gonçalves, 35, responsável por uma padaria que fica na avenida Contagem, a mais movimentada do bairro, se repitam. “Fui assaltada no fim de 2012, mas, como era um domingo, não chamei a polícia, porque sabia que eles iam demorar a chegar”, contou a mulher.

Entretanto, segundo Luis Flávio Sapori, especialista em segurança pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), a responsabilidade de prevenção não pode ser apenas da população. “As polícias Civil e Militar precisam conversar entre si. O ideal é que os setores de inteligência das corporações trabalhem em conjunto”, diz.

Números. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) não divulga as ocorrências de roubos e furtos específicos de cada região da cidade. Segundo dados da Polícia Civil apresentados durante a audiência, pelo delegado Cézar Cerne, responsável pela área, e publicados pela ALMG, somente em abril, foram registrados 75 furtos e cem roubos no Santa Inês.

Procurado, ontem, Cerne não confirmou os dados, mas reconheceu as limitações da polícia em apurar os casos. “Contamos com apenas cinco investigadores aptos a ir a campo, quando o ideal seria ter, ao menos, quatro equipes com três agentes em cada uma”, revelou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Tempo

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