SINDPOL

Notícia

No Brasil, população carcerária mais que dobrou em dez anos.

Aumento coloca o país em 1º lugar num ranking de 15 nações.

No Brasil, população carcerária mais que dobrou em dez anos.

No Brasil, população carcerária mais que dobrou em dez anos

Em dez anos, a população carcerária brasileira teve um aumento de 112%, aponta pesquisa divulgada ontem pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o relatório, "o sistema prisional brasileiro continuou a ser, na década de 2000, um setor público dramaticamente atravessado por severas violações de direitos humanos". Uma das principais delas seria o déficit de vagas no sistema prisional.

O Brasil é o quarto país com o maior número de presos do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Rússia. Segundo o documento, embora o crescimento da população carcerária tenha sido uma tendência mundial nas últimas décadas, o ritmo apresentado pelo Brasil foi "frenético e assustador". O país registrou aumento de 112% no número de detentos, de 233 mil em 2001 para 496 mil em 2010.

Essa elevação colocou o Brasil no primeiro lugar de um ranking de 15 países. Logo abaixo, ficaram a França, com 43% de aumento e a Itália, com 23%. Os EUA ficaram em 11º lugar, com 15% de aumento na década. O ranking não considera a China e a Rússia.

O crescimento da população carcerária, segundo o relatório, teria tido efeitos negativos na "garantia de condições básicas de detenção e de respeito aos direitos das pessoas presas". O déficit de vagas no sistema em 2000, segundo o estudo, era de quase 70 mil. Em 2010, ele subiu para quase 198 mil vagas.

Os dados fazem parte da pesquisa Atitudes, Normas Culturais e Valores em Relação à Violação de Direitos Humanos e Violência e foi feita pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP)). Foram entrevistadas 4.025 pessoas em 11 capitais do país. O estudo compõe o 5º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil 2001-2010.
 

Ação policial em passeatas é reprovada
São Paulo. Mais da metade da população brasileira acredita que a polícia não deve fazer nada ao ser acionada para acompanhar eventos como passeatas de estudantes ou professores e greve de operários. As informações são da Agência Brasil. O percentual de que defende que nada seja feito nessas ocasiões aumentou entre 1999 e 2010 e passou de 48,2% para 65,4% (em passeata de estudantes), de 53,1% para 58,2% (greve de operários) e de 62,2% para 68,1% (passeata de professores).

Os dados fazem parte da pesquisa da USP, que indica que a ideia de que a polícia deva prender os mais exaltados sem usar armas caiu nas três situações, ao passar de 46,4% para 31,4%, na passeata de estudantes; de 42,4% para 38%, na greve de operários e de 35,2% para 28,5%, na passeata de professores. Quando o tema é a resistência de camelôs durante a retirada de barracas, a pesquisa indicou poucas mudanças de opinião. Em 1999, 27,4% disseram que a polícia não deveria fazer nada e, em 2010, 28,7%.

Comentários (0)

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Seja um filiado e tenha benefício exclusivos

Sindicalizar-se é proteger sua carreira. Venha para o SINDPOL-MG!

Posts Relacionadas

Este post não possui categorias associadas.