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Mais sinais do Sucateamento:

PCMG cancela Concurso Público de Peritos e deixa mais de 25 mil indignados.

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A PCMG do Estado de MG através de sua assessoria informou na data de ontem o cancelamento e suspensão do concurso público para preenchimento de 95 cargos de Perito. A razão de tal ato grave, reside em um vício de montagem dos cadernos de prova o que certamente implicaria em quebra do princípio da transparência e da igualdade entre os candidatos, a medida atrasa em pelo menos mais 30 dias o processo de preenchimento destas vagas que tem custado caro à Instituição PCMG e ao cidadão mineiro que necessita deste profissional qualificado para análise criminal e elaboração de laudos para elucidação de crimes. Especialistas apontam que esse erro grave na realização do concurso é mais um sinal do estado de precarização e sucateamento pelo qual atravessa a PCMG. Situação constantemente denunciada pelo SINDPOL/MG, que destaca que as 95 vagas já vem defasadas, pois o quadro de pessoal efetivo de Peritos não atende de longe a demanda  desse profissional na PCMG, pois de um total de 600 para atender em 853 municípios há a demanda produzida por 20 milhões de mineiros, estes 95 não cobre sequer o quadro de aposentadorias ocorridas nos últimos 2 anos, sem falar nos afastamentos por licença medica e os pedidos de exoneração que se acumulam em razão das péssimas condições de trabalho, assédio moral, enfraquecimento institucional e os baixos salários. Na visão do Presidente Denílson Martins a solução poderia vir na nova Lei Orgânica, a onde poderia se prever uma readequação deste pequeno número de Peritos, para pelo menos o triplo (Sair dos 600 cargos para pelo menos 1800). O Presidente explica que a opção republicana adotada pela solução de delitos de forma técnico- jurídico-científico bem como a previsão constitucional  legal dos princípios que deve nortear a ação Policial, não se pode abrir mão da qualidade, transparência, eficiência e legalidade  na produção da prova pericial objetiva.  Por isso é importante e fundamental termos (um quadro atualizado de Investigadores,  pelo menos 9 mil, um quadro atualizado de Escrivães pelo menos 4 mil, um quadro atualizado de Peritos ao menos 1800, também um quadro atualizado de Médicos Legistas pelo menos o dobro de hoje 1200; um quadro atualizado e  estruturado de Servidores  Administrativos  pelo menos 3000), trabalhando em condições adequadas de trabalho em instalações aparelhadas próprias ao atendimento público providas da devida logística, para assim termos como dar resposta a sociedade naquilo que ela reivindica e tem direito, segurança pública, ordem e paz social.

O Dirigente Sindical ressalta ainda, que de todas estas informações e quantitativo o Governo já tem a sua disposição um importante estudo realizado pelo INDG (Instituto Nacional de Desenvolvimento e Gestão) em conjunto com outras organizações aonde deixa claro o que a Instituição PCMG precisaria para prestar melhores serviços de segurança pública, Polícia Judiciária e produção de cidadania à  sociedade. Este estudo foi realizado no período de 2008 a 2010 e uma vez concluído foi encaminhado ao Governador do Estado, a Chefia da PCMG e demais órgãos, porém até o presente momento para nada serviu, pois nenhuma medida ali definida o Governo aceitou colocar em prática, a despeito das inúmeras reivindicações dirigidas pelas Entidades Sindicais. É lamentável sob todos os aspectos, uma vez que, este estudo científico de relevante alcance institucional custou altas cifras aos cofres mineiros e termina por se caracterizar em mais um desperdício de dinheiro público.

Veja a matéria do Jornal O Tempo

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