Greve da PCMG ganha repercussão na imprensa Nacional antes mesmo de iniciar.
A deliberação por greve geral feita pelos Policiais e Servidores Administrativos da PCMG na última sexta-feira tem sido objeto de apreciação e debate dos veículos de comunicação de todas as vias. A razão da decisão da categoria se assenta na mudança unilateral por parte do Governo da proposta de Lei Orgânica da Instituição aonde deveria conter benefícios, prerrogativas, gratificações e vantagens para os servidores deste segmento que ha décadas vem sendo sucateado com a míngua de investimentos governamentais. Sem estas premissas de valorização a situação da PCMG fica ainda mais precarizada diante do crescimento vertiginoso da criminalidade violenta em todas as suas faces.
Efetivo ainda é pequeno
Outro ponto que chama atenção na atitude do Governo em alterar o projeto, é a não previsão de aumento no efetivo o que adequaria a Instituição Policial aos patamares de outras Instituições do ramo e do Sistema de Defesa Social e Justiça Criminal como a PMMG, Judiciário, o Ministério Público, Defensoria Pública e o corpo dos Agentes Penitenciários. Só para se ter uma ideia temos mais de 2600 Promotores e Procuradores, número que quase dobrou nos últimos 10 anos 48 mil Policiais Militares ( há dez anos atrás eram 33 mil) 17 mil Agentes Penitenciários ( há dez anos atrás eram pouco mais de 4 mil) e apenas 10 mil Policiais Civis segundo estudo do INDG ( Instituto Nacional de Desenvolvimento e Gestão) contratados pelo próprio Governo, o ideal seriam 18.500 em 2010.
Estas dicotomias e distorções tem produzido um quadro de exaustão, saturação e sucateamento institucional com reflexos diretos nos trabalhadores da instituição, gerando adoecimento afastamentos e licenças e ainda exonerações sem falar no turnover e absenteísmo.
Exatamente preocupados com tudo isso e atentos ao seu mister institucional sindical é que a Direção do SINDPOL/MG tem cobrado insistentemente do Poder Executivo investimentos, políticas públicas e projetos que venham de encontro com essa conjuntura atravessada por esta Instituição PCMG, lamentavelmente o Governo promete pactua e não cumpre o acordado em 2011 deixando frustrados e indignados todos os servidores. Por isso a partir do dia 10 de Junho caso o Governo não se posicione retomando o texto que tem a aprovação das entidades e o aval da SEDS e da Chefia de Polícia, a PCMG vai parar suas atividades por tempo indeterminado atendendo somente em escala mínima de 30% a demanda produzida pela sociedade.
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