Choque de gestão sa Segurança Pública e Política de tolerância zero propalado pelo Governo reproduz a realidade das ruas. Reforma já.
Mesmo que a sensação de insegurança esteja em toda a cidade, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) admite que é no bairro Planalto, na Pampulha, no hipercentro da capital e na região da avenida Vilarinho, em Venda Nova, onde os roubos acontecem com mais frequência. Em Belo Horizonte, o aumento do número de crimes violentos contra o patrimônio cresceu 21,5% nos últimos dez meses, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Até outubro de 2012, foram registrados 19.032 roubos e sequestros. Neste ano, já são 23.134. Como as ocorrências vêm crescendo mensalmente, os crimes violentos (homicídios, estupros, sequestros e roubos) aumentaram, em Belo Horizonte, 18,6% de janeiro a outubro deste ano na comparação com 2012.
“O roubo tem crescido em todos os Estados. Em Minas, são quase 7.000 casos por mês e esse grande número dificulta para que todos sejam investigados. Por isso, estamos elegendo alvos de investigação para conseguir identificar integrantes de quadrilhas especializadas”, disse o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz.
Em outubro último, foram registrados 6.369 roubos em Minas – 22,7% a mais que outubro de 2012.
Estratégia. Para o pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Frederico Couto Marinho, a redução de crimes depende de um trabalho de inteligência das polícias. “É preciso entender a dinâmica de cada tipo de roubo, além de aumentar o policiamento ostensivo. Roubos de celular e de carro se reduz descobrindo os receptadores”, destacou. Segundo a chefe do Comando de Policiamento da Capital, coronel Cláudia Romualdo, a Polícia Militar se preocupa em estar onde os crimes são mais comuns.
Operações
Segurança. De acordo com a Seds, além do aumento de policiamento, serão realizadas operações mensais de combate ao roubo, com a identificação de quadrilhas especializadas no crime.
Lojistas Reunião. Comerciantes do hipercentro da capital se reuniram ontem na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL–BH) com as polícias Militar e Civil para cobrar mais segurança na região. O presidente da CDL, Bruno Falci, afirmou que será iniciada uma pesquisa de segurança entre os lojistas. “Estamos sentindo esse aumento dos roubos”, disse.
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