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SINDPOL-MG cobra estrutura para delegacia que atende seis municípios em Conceição do Mato Dentro

SINDPOL-MG cobra estrutura para delegacia que atende seis municípios em Conceição do Mato Dentro

Visita técnica aponta viatura inadequada, longos deslocamentos para condução de pessoas presas e adolescentes apreendidos e perda de tempo de trabalho que poderia ser dedicado à investigação.

Uma investigação relacionada ao tráfico de drogas chegou a cerca de 30 envolvidos em apenas dois meses. Na mesma região, policiais civis precisam deixar a unidade para conduzir pessoas presas a outras cidades, em viagens que consomem horas de trabalho. Foi esse contraste entre a demanda investigativa e as condições disponíveis que marcou a visita técnica do SINDPOL-MG à delegacia de Conceição do Mato Dentro.

A unidade atende seis municípios: Conceição do Mato Dentro, Congonhas do Norte, Dom Joaquim, Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo e São Sebastião do Rio Preto. Segundo a estimativa apresentada ao sindicato, são aproximadamente 40 mil pessoas na área atendida. A relação dos municípios também consta em publicação da Polícia Civil de Minas Gerais.

O caso de tráfico relatado durante a visita dá a dimensão do trabalho exigido da equipe. Uma apuração com dezenas de pessoas envolvidas depende de diligências, coleta de informações e tempo para produzir provas. Esse trabalho disputa espaço na rotina com deslocamentos necessários à condução de custodiados, em uma região onde as distâncias já tornam cada saída mais demorada.

Horas na estrada, menos tempo para investigar

De acordo com as informações levantadas pelo SINDPOL-MG, pessoas presas precisam ser encaminhadas a Diamantina. No caso das mulheres, o destino indicado é Guanhães. Quando há adolescentes apreendidos, a disponibilidade de vagas pode exigir viagens a unidades em Ubá ou Unaí.

A condução precisa ser realizada, mas seu custo para uma equipe reduzida não pode ser ignorado. Durante as horas em que policiais estão na estrada, eles deixam de estar disponíveis para diligências, levantamento de informações e atendimento de outras ocorrências. Para quem aguarda a apuração de um crime, essa perda de capacidade de trabalho pode significar mais demora por uma resposta.

Os deslocamentos ainda são feitos, segundo os relatos colhidos na visita, com uma viatura inadequada às necessidades da região. O sindicato cobra um veículo compatível com os trajetos realizados e uma solução para a logística das conduções, de modo que elas não consumam continuamente a capacidade investigativa da unidade.

Pedido por viatura e reforço de efetivo já chegou à Assembleia

A necessidade de uma viatura adequada e de mais servidores não surgiu agora. Em resposta a um requerimento registrado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Polícia Civil informou, em dezembro de 2025, que a delegacia contava naquela data com um delegado, dois escrivães e quatro investigadores. O pedido encaminhado à corporação solicitava uma viatura 4×4 e a nomeação de pelo menos três investigadores e dois escrivães. Sobre o veículo, a resposta da PCMG afirmou que não havia previsão de recursos para atendê-lo naquele exercício.

A visita do SINDPOL-MG recoloca a demanda em termos concretos: quem atende seis municípios precisa de pessoal e meios para percorrer a região e investigar os crimes registrados nela. O sindicato cobra do Estado uma avaliação atualizada do efetivo e da frota, com resposta objetiva sobre o reforço da equipe e a substituição ou adequação da viatura.

Nova sede precisa de prazo e acompanhamento

A estrutura física da delegacia também foi tratada durante a visita. Segundo as informações apresentadas ao SINDPOL-MG, existe um convênio para viabilizar uma nova sede e uma emenda de vereador destinada a melhorias na unidade.

O sindicato cobra que o Estado esclareça o andamento dessas iniciativas, apresente prazos para a nova sede e informe quais melhorias podem ser executadas enquanto a solução definitiva não chega. Os policiais e a população precisam saber quando as condições de trabalho e atendimento serão efetivamente melhoradas.

Conceição do Mato Dentro mostra o efeito de problemas que o SINDPOL-MG vem encontrando em outras unidades do interior: equipes responsáveis por grandes áreas, deslocamentos que ocupam parte da jornada e estrutura insuficiente para a demanda. O resultado recai sobre o policial, que trabalha sob pressão, e sobre a população, que depende de investigações capazes de avançar.

O SINDPOL-MG seguirá acompanhando a situação e cobrando providências para a unidade: reforço do efetivo, viatura adequada, organização dos deslocamentos e prazo para a nova sede. Investigador precisa de condições para investigar. É assim que a Polícia Civil consegue dar respostas aos seis municípios que dependem dela.

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