No Setembro Amarelo, sindicato reforça a necessidade de acolhimento, acompanhamento psicológico e condições dignas de trabalho durante todo o ano
O SINDPOL-MG chama a atenção, neste Setembro Amarelo, para a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde mental dos policiais civis. A entidade defende que a prevenção ao suicídio seja uma prioridade permanente das instituições de segurança pública, com acesso a acompanhamento profissional e medidas que enfrentem a sobrecarga de trabalho.
Em Minas Gerais, os registros de suicídio entre policiais civis da ativa passaram de um, em 2024, para quatro, em 2025, um aumento de 300%. Os dados constam no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Na rotina da Polícia Civil, investigar crimes significa lidar com violência, ouvir vítimas e familiares e assumir responsabilidades que exigem atenção e equilíbrio emocional. A pressão por respostas acompanha esses profissionais, muitas vezes em unidades com equipes reduzidas e condições inadequadas de trabalho.
Para o SINDPOL-MG, essa realidade precisa ser considerada nas políticas de saúde voltadas à categoria. A falta de efetivo concentra demandas, amplia o acúmulo de funções e impõe maior desgaste aos servidores. Discutir o cuidado com a saúde mental exige, portanto, olhar também para a organização do trabalho e para as condições em que ele é realizado.
O sindicato defende acompanhamento psicológico acessível, atendimento sigiloso e acolhimento sem julgamentos. O policial precisa encontrar um ambiente em que possa falar sobre suas dificuldades e buscar ajuda com confiança, respeito e preservação de sua dignidade.
Na avaliação da entidade, cabe ao Estado garantir continuidade a esse cuidado. A prevenção deve estar presente ao longo de toda a carreira, com serviços preparados para acolher os profissionais e políticas de valorização que contemplem sua saúde e qualidade de vida.
O Setembro Amarelo é uma oportunidade para ampliar essa discussão e cobrar medidas concretas. Quem dedica sua trajetória à segurança da população também precisa encontrar apoio quando enfrenta sofrimento emocional.
Se você está passando por um momento difícil, converse com alguém de confiança e procure apoio profissional. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia.
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