A matemática é exata e cruel. Se você, policial civil, tem a sensação de que o seu salário compra cada vez menos no supermercado, não é impressão. É fato. Um levantamento técnico aponta que as perdas inflacionárias acumuladas da categoria já beiram a marca assustadora de 50%.
Isso significa que, na prática, o Governo do Estado “confiscou” metade do seu poder de compra ao longo dos últimos anos, simplesmente por não repor a inflação, conforme manda a Constituição.
É com esse número na mesa — e com a indignação da tropa no limite — que o Sindpol-MG vai para a reunião agendada com o vice-governador Mateus Simões, no dia 03 de março.
O abismo entre o discurso e a realidade
O Governo Zema gosta de falar em “gestão eficiente” e “contas no azul”. Mas quem pagou essa conta? Enquanto o Executivo ostenta números positivos para o mercado e gasta R$ 1,5 milhão em combustível de avião para viagens políticas, o servidor da segurança pública amarga o quarto pior salário do país.
Desde 2019, tivemos apenas “migalhas” de recomposição que nem de longe cobriram o rombo deixado pela inflação galopante do período. O resultado é o empobrecimento real do investigador, do escrivão, do perito e do delegado.
Dia 03 de março: A “Hora da Verdade”
A reunião marcada para o dia 03 de março é histórica por um motivo simples: é a primeira vez em quase 8 anos que o alto escalão (Governador ou Vice) aceita receber o Sindpol. Até hoje, fomos jogados de secretário para secretário, em um eterno “empurra com a barriga”.
Mas o Sindpol alerta: Sentar à mesa não garante vitória. O governo sabe que 2026 é ano eleitoral. Existe o risco real de usarem essa reunião apenas para “ganhar tempo” e desmobilizar a categoria antes das eleições.
Não aceitaremos enrolação. A pauta é clara: recomposição das perdas, publicação das promoções (que deveriam ter saído em 2024) e fim do sucateamento.
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