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“Quando a folia acaba, os problemas ficam”, adverte a entidade. Sindicato reforça que grandes eventos exigem investigação, estrutura e recomposição de efetivo, não apenas presença ostensiva nas ruas.

Carnaval: Segurança Pública não é improviso! Festa precisa de planejamento real nas delegacias

Carnaval: Segurança Pública não é improviso! Festa precisa de planejamento real nas delegacias

Minas Gerais se prepara para mais um Carnaval gigantesco. A expectativa é de milhões de foliões nas ruas de Belo Horizonte e nas cidades históricas. Carnaval é cultura, é turismo e é festa. Mas, para a Polícia Civil, é um momento que expõe as fragilidades de um sistema que opera no limite.

O Sindpol-MG vem a público alertar o Governo do Estado: Segurança Pública não pode ser improviso.

Enquanto o marketing governamental foca na beleza dos blocos e na multidão, a realidade nos bastidores da segurança exige seriedade. Grandes eventos trazem grandes responsabilidades e, inevitavelmente, o aumento de ocorrências que desaguam nas delegacias: furtos, roubos, importunação sexual, brigas e tráfico de drogas.

A Segurança Além da Rua

Existe um mito de que segurança se faz apenas com policiamento ostensivo (fardado) nas ruas. O Sindpol-MG rebate essa visão simplista.

“Segurança não é só presença nas ruas. É investigação, é trabalho técnico, é inteligência. Quando o crime acontece no meio da folia, é a Polícia Civil que precisa dar a resposta, identificar a autoria e garantir que a impunidade não seja o enredo final da festa”, afirma a diretoria do sindicato.

O alerta é claro: “Quando a folia acaba, os problemas ficam”. E quem enfrenta as consequências — a pilha de inquéritos, os flagrantes complexos e a demanda por justiça — é o policial civil, muitas vezes em delegacias sem estrutura adequada e com equipes reduzidas.

As Cobranças do Sindpol-MG

Não adianta o Estado montar palanques se a base da segurança está ruindo. Para o Carnaval de 2026 e para o dia a dia, o Sindpol-MG segue cobrando o óbvio que o Governo Zema insiste em ignorar:

  • 📌 Respeito à Polícia Civil: A instituição não é acessório de segurança, é pilar fundamental de Justiça.
  • 📌 Investimento Real: Viaturas com rádio, sistemas que funcionam e delegacias salubres.
  • 📌 Efetivo: A recomposição urgente dos quadros (investigadores, escrivães, delegados, peritos e médicos legistas) para dar conta da demanda.
  • 📌 Valorização Profissional: Salário digno e recomposição das perdas inflacionárias.

A Responsabilidade do Estado

O Carnaval passa rápido. Em quatro ou cinco dias, os turistas vão embora e a música para. Mas a responsabilidade do Estado permanece.

O Sindpol-MG exige que o planejamento para o Carnaval contemple a Polícia Civil com a mesma ênfase dada ao policiamento de rua. Sem investigação qualificada e sem policiais valorizados, a segurança pública de Minas Gerais continuará sendo tratada como um “bloco do improviso”.

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