O Governo de Minas Gerais transformou a Segurança Pública em um grande cenário cinematográfico eleitoreiro. Nas redes sociais do governador Romeu Zema e do vice-governador Mateus Simões, a polícia é eficiente, valorizada e onipresente. Porém, ao desligar as câmeras e sair do Instagram, a realidade que o policial civil enfrenta é de abandono, sucateamento e um arrocho salarial histórico.
O Sindpol-MG denuncia a estratégia do governo de utilizar as forças de segurança como “vitrine” e produto de marketing eleitoral, enquanto, nos bastidores, nega direitos básicos e descumpre promessas firmadas publicamente.
A Promessa Quebrada
A categoria não esquece. Durante a campanha eleitoral, em 2022, Romeu Zema assumiu o compromisso solene de pagar anualmente as perdas inflacionárias dos servidores da segurança.
Prometeu e não cumpriu.
A realidade matemática é cruel. De 2015 até hoje, a inflação acumulada já beira os 50%. O governo Zema/Simões ignora sistematicamente a Constituição e acumula dívidas com quem arrisca a vida pelo Estado:
- ❌ 2022: Não pagou a recomposição de 5,78%;
- ❌ 2024: Ignorou a inflação de 4,83%;
- ❌ 2025: Negou a reposição de 4,26%.
“Elogio não paga conta”
Enquanto o governo posa de “amigo da polícia” em solenidades e vídeos editados, a inflação corrói o salário do servidor e o poder de compra da família policial desaparece. O Sindpol-MG manda um recado direto ao Palácio Tiradentes:
“A Polícia Civil não é boba! Empurrar para ano eleitoral é armadilha para não pagar nada. E não venha somar auxílio com salário: “abono” não conta na aposentadoria! Acabaram as desculpas.”
A estratégia de afagar o ego da instituição enquanto esvazia o bolso do servidor tem nome: desvalorização. O resultado prático é uma tropa adoecida, sobrecarregada e desmotivada.
Sucateamento X Avanço do Crime Organizado
O marketing governamental também esconde a precariedade estrutural da Polícia Civil. Hoje, investigadores operam em viaturas que sequer contam com rádio de comunicação, isolando os agentes em situações de risco. Delegacias no interior e na capital caem aos pedaços, sem efetivo mínimo para atender a população.
O vácuo deixado pelo Estado tem sido preenchido pelo crime. Facções criminosas como PCC, TCP e Comando Vermelho avançam sobre o território mineiro, aproveitando-se do sucateamento da investigação criminal.
O Aviso Final: Ruas e Urnas
O Sindpol-MG alerta que a paciência da categoria se esgotou. A segurança pública não aceitará ser usada como cabo eleitoral de luxo para 2026 enquanto é tratada com descaso na folha de pagamento.
Se não houver recomposição real e imediata das perdas inflacionárias, a resposta será dada onde o governo mais teme: nas urnas, com o voto consciente da família policial.
Compartilhe essa verdade! Mostre para a sociedade a realidade por trás do marketing do Governo Zema.
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